segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Feliz Natal em 18 línguas


Quer impressionar nesse Natal? Deseje um Feliz Natal em 18 línguas bem diferentes do Português.

Alemão:
Frohe Weihnachten.

Árabe:
!عيد ميلاد مجيد (ayad mabilad majid)

Chinês:
聖誕節快樂 (Shèngdàn jié kuàilè!)

Coreano:
메리 크리스마스 (meli keuliseumaseu)

Élfico:
Alassëa Hristonostalë (Feliz Nascimento de Cristo)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

É possível estudar na Era Digital?

Fica muito difícil imaginar a vida sem um smartphone ou um tablete. Foi-se o tempo em que um notebook era novidade e ter um microcomputador em casa significava “ter dinheiro”.  As vendas de tablets no país subiram 18% no terceiro trimestre se comparado com o ano anterior, cerca de 2,3 milhões de unidades, informa estudo da consultoria IDC Brasil.

Interno da Fundação Casa foi um dos vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa

Jovem de 17 anos cursa o 6º ano do ensino fundamental (Foto: Victor Moriyama/ G1)
Jovem de 17 anos cursa o 6º ano do ensino
fundamental (Foto: Victor Moriyama/ G1)
Na cerimônia de premiação realizada em Brasília, em 17/12/2014, anunciou que um interno da Fundação Casa foi um dos vencedores na categoria Poemas da Olimpíada de Língua Portuguesa. É a primeira vez que um adolescente da Fundação Casa se classifica neste concurso. A professora dele também foi premiada.
"Minha conquista vai inspirar outros jovens da Fundação Casa", disse o adolescente ao G1.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Gramática em versos - "Gramática Versificada - Gramática da Língua Portuguesa em versos"

Autor Pedro de Deus / foto: Arquivo recordista
Acha que ensino de Gramática tem que ser chato? O escritor Pedro de Deus, de 73 anos, entra para o RankBrasil em 2014 com a primeira gramática da língua portuguesa em versos. Publicado em 2005 pela Polys Editora, o livro "Gramática Versificada - Gramática da Língua Portuguesa em versos" é pioneiro, pois utiliza poesia como instrumento didático na abordagem deste tema.
Nascido em Correntes - PE, o autor vive atualmente em Barreiras - BA, cidade onde começou um projeto com visitas às escolas. "O périplo cultural', como ele chama, já percorreu cinco estados brasileiros: Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A música - Poemas Alheios

Projetado pelo Freepik

Olha que desfecho,

Um dia eu te deixo.
É esse amor que não acaba jamais,
Só que voltar, nunca mais.

Você sabe que te amo,
Eu sei que você me ama.
Mas quando te chamo,
Você me deixa na lama.

Eu te dou valor,
Porém você não.
Me diz o que tenho que fazer,
Disso tenho que saber.
Para ganhar seu coração.

Eu te conheço,
Tu não.
Mas isso não muda meu amor por você.
Disso você não conhece.
Você não conhece sobre o meu amor por ti,
Isso eu não esqueci.
Eu não me esqueci de você.
Você,
Música.


                                  27/06/2014, Luiza Figueiredo

E o Português mundo afora?

O Português é a língua oficial de oito países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste). Pode-se identificar vocabulário nativo, adaptações gramaticais e de pronúncia características de cada país, mas ainda assim a língua mantém sua unidade. Também é falado em pequenas comunidades, reflexo dos povoamentos portugueses datados a partir do século XVI, como é o caso de:

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dom Casmurro

Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis em 1899 e publicado pela Livraria Garnier. A publicação em livro ocorreu em 1900, embora com data do ano anterior. "Dom Casmurro" é uma das grandes obras de Machado de Assis, aborda o ciúme com brilhantismo, e provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais figuras femininas da literatura brasileira: Capitu.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance escrito por Machado de Assis, desenvolvido em princípio como folhetim, de março a dezembro de 1880, na Revista Brasileira, publicado como livro em 1881, pela então Tipografia Nacional.


Resumos de Livros

Estaremos iniciando um nova seção neste blog, traremos resumos de livros de ficção. Ao menos uma vez por semana, será publicado um resumo de um livro (categorizado como literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura africana ou outros) que conterá enredo e final da história, ou seja, vai ter spoiler...
Se você tem alguma dica pode entrar em contato nos comentários, por e-mail, na nossa página no facebook Português e Tal, no twitter @Portugues_e_Tal, sinal de fumaça, código morse...


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como escrever errado em português?

Con tãtas gramaticas e tontos saitis de como escrevê coreto, u qui é escrevê erradu? Si vossê, acha que esce testo esta erradu, é sinal do qual  eu estou escrevendu dinferente do que voscê ta acostumado a le. Serta veis, mim disseram que portugueis, é a lingua mais dificil, do mundo. passei no enscino fundamental e no medio e fiquei acreditando de que era tudo verdade, sabe essa coisa de ficar falando e escrevendo errado poderia me custar o emprego e uma vida melho; Ai cheguei na facudade e já no primero periodo as coisas mudou de figura,

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett?


João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 4 de fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptdo Douro (Vila Nova de Gaia)]], pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Rui Barbosa de Oliveira

Nasceu em Salvador, BA, em 5 de novembro de 1849, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 10 de março de 1923.
Advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, e escolheu Evaristo da Veiga como patrono da cadeira 10. Foi presidente da ABL de 1908 a 1919.

Principais obras:
  • Visita à Terra Natal
  • Figuras Brasileiras
  • Contra o Militarismo
  • Correspondencia de Ruy
  • Mocidade e Estilo
  • Castro Alves: Elogio do Poeta pelos Escravos, 1881
  • O Papa e o Concílio, 1877
  • O Anno Político de 1887
  • Relatório do Ministro da Fazenda, 1891
  • Finanças e Políticas da República: Discursos e Escritos,1893
  • Os Atos Inconstitucionais do Congresso e do Executivo ante a Justiça Federal, 1893
  • Conferência. Londres: Eyre and Spottiswoode Ltda, 1917
  • Oswaldo Cruz, 1917
  • Oração aos Moços, 1920

Joaquim Matoso Câmara Júnior

Nascido a 13 de abril de 1904, tendo falecido também no Rio de Janeiro, a 4 de fevereiro de 1970.

Conhecido como pioneiro do ensino regular e ininterrupto de linguística no Brasil, fundador da Associação Brasileira de Linguística. Em 1942, Mattoso Câmara publicou o primeiro compêndio de linguística geral em língua portuguesa, Princípios de Linguística Geral. Como publicação póstuma, temos Estrutura da língua portuguesa (1970), História da Lingüística (1975) e História e estrutura da língua portuguesa (1975), obras excessiais para todo estudante de Letras no Brasil.







sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Biblioteca da Universidade de Uppsala

Região: Suécia
Localização: Uppsala
Créditos: Cecilia Larsson Lantz / imagebank.sweden.se

A mais antiga universidade na Escandinávia, fundada em 1477 destaca-se nas áreas da investigação e ensino superior. Oito dos seus professores e investigadores foram galardoados com o Prêmio Nobel e no total quinze pessoas, que de alguma forma estão relacionadas com a universidade, também receberam o prêmio.

O que é Paródia?

Por definição, é uma releitura cômica de uma composição literária, filmes ou músicas, sendo portanto, uma imitação que possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. É semelhante à obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes.
Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, a fim de desconstruir ou reconstruir um texto. A paródia surge a partir de uma nova interpretação, da recriação de uma obra já existente e, em geral, consagrada. Seu objetivo é adaptar a obra original a um novo contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o sucesso da obra original para passar um pouco de alegria. A paródia pode ter intertextualidade.
Aparece como importante elemento no modernismo brasileiro e na Poesia marginal da chamada "Geração mimeógrafo".

Original:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)

A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
Temos "palmares" representando o Quilombo dos Palmares, a expressão do nacionalismo crítico do movimento modernista brasileiro da vertente "Pau-Brasil".

Na música temos aqui um exemplo em que jovens nos anos 1960-70 pediam por melhorias nas eleições e protestavam veladamente contra a ditadura; uma das músicas que representam esse período é Roda Viva e o grupo Comédia MTV fez uma paródia muito criativa.

Original


Paródia


Já no cinema temos o famoso Top Gang Ases Muito Loucos (Hot Shot) que remete a Top Gun.

Original


Paródia

Segundo a lei brasileira sobre direitos autorais, lei 9.610/98 Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.

Fontes:
Diário de uma diretora
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Obrigado e boa leitura.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Barroco, a estética da dualidade | Literatura | Mande Bem no Enem

Professora Clenir Bellezi de Oliveira - Literatura
Aula: Barroco, a estética da dualidade

Participe do Mande Bem no ENEM.
Um curso totalmente gratuito que ensina como o ENEM pergunta.
Acesse: http://www.mandebemnoenem.com

Quando é Conotação ou Denotação?

 
Aí vem aquela pergunta: Isso tem sentido Denotativo ou Conotativo? Mas você sabe o que é conotação e denotação? Denotação é o que chamamos “significado de verdade”.

(1)
- O que é braço?
- Ora, o braço é uma parte do corpo humano, membro superior.

Tomando esse exemplo, temos que a palavra em questão é uma coisa sem dupla interpretação.

(2)
- O que é “braço direito”?
- Depende... pode ser o braço, que é parte do corpo humano, membro superior, que fica no lado direito, ou, pessoa de alta confiança de outrem.

Diante dessa segunda situação, temos que o termo “braço direito” pode assumir dois significados.

(3)
O braço de mar estende-se por vários metros.

Agora temos uma frase em que o termo destacado não tem nada a ver com a parte do corpo, ao contrário, é um trecho de mar que avança terra adentro.

Nos dicionários, de boa qualidade, a primeira referência à entrada é no âmbito denotativo e, em alguns casos, seguido de seu sentido conotativo.

No dicionário Aulete, temos o seguinte resultado para “Cabeça”:

1. Anat. Parte superior do corpo humano e superior ou anterior do corpo de outros animais vertebrados, e que contém o cérebro e os órgãos da visão, audição, olfato e paladar. [Aum.: cabeção, cabeçorra.]

2. Anat. Zool. Parte onde ger. ficam os olhos e a boca no corpo dos invertebrados.

3. Pop. Crânio

4. Pop. Cabelos, couro cabeludo: Lava a cabeça todos os dias

5. Anat. Nome dado às extremidades arredondadas, ou mais largas, de algumas partes do organismo, tais como as de certos ossos (cabeça do fêmur).

6. Fig. Capacidade de raciocinar ou de criar no pensamento; INTELIGÊNCIA: Use a cabeça para encontrar uma solução

7. Fig. Capacidade para decidir, para escolher corretamente, sensatamente; BOM-SENSO; JUÍZO: Fica nervoso e perde a cabeça.

8. Fig. Lembrança, memória: Aquela cena não lhe sai da cabeça.

 [...]

Ver mais em Cabeça.

Temos em 1, 2 e 5 uma resposta mais imediatista, sem possibilidade de duplo sentido nem alteração da significação básica da palavra, mas em 6, 7, e 8 temos um “desvirtuamento” do sentido original e temos assim um uso conotativo.
Normalmente expressões populares e gírias estão em sentido conotativo, por vezes a literatura também toma a conotação como recurso para impactar de forma diversa o leitor. Expressões do tipo:
Pé no saco.
Minhoca na cabeça.
(fulano é um) Coxinha.
Água com açúcar.

Não são tomadas ao pé da letra e por isso todas têm sentido conotativo. O problema é quando uma frase diz:

(4)
João quebrou a cara quando chegou ao trabalho.

(5)
Ele é um doente.

(6)
Estou com o pé na lama.

Há expressões que têm sentido literal e sentido figurado a depender do contexto. Muito cuidado ao escrever textos que não podem causar ambiguidade, redação de concurso, texto jornalístico, memorandos etc.

Espero ter ajudado com mais esse texto.

Obrigado e boa leitura!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

"Ao invés de" ou "em vez de", qual o correto?


 
Em vez de ficar com dúvida, leia este artigo.Vamos tratar de um tema bem complicado em língua portuguesa. Qual o correto, "ao invés de" ou "em vez de"? Antes de responder, precisamos atentar para alguns detalhes dessas expressões:

1) Os núcleos SEMPRE são cercados por preposição. O termo "invés" tem "a+artigo definido masculino singular" e preposição "de", antes e depois, respectivamente; o termo "vez" é antecedido de "em" sem possibilidade de contração com o artigo definido e a preposição "de", respectivamente.

2) "Invés" veio do latim inversum que gerou "inverso" e "invés", sendo assim, pode-se dizer que essa expressão só pode ser usada quando se dá a ideia de oposição entre as duas situações.

Ex.:
  • Ao invés disso, quero aquilo.
  • Ao invés de ficar em casa, ele viajou de ônibus.

3) "Vez" é entendido como vez mesmo, no lugar de, ao invés de... opa! Como assim? Assim... "Em vez de" é usado nas situações em que se pode substituí-lo por "no lugar de", "ao invés de", ao contrário de".

Ex.:
  • Em vez de comprar um bolo, comprei dois.
  • Em vez disso, aquilo. 
  • Comeremos bolo, em vez de salgadinhos.
  • Em vez de sair de carro, é melhor a bicicleta.

4) Todo "ao invés de" pode ser substituído por "em vez de", mas NENHUM "em vez de" troca de lugar com "ao invés de". Justamente por ter a mesma característica do "ao invés de", o "em vez de" pode ser utilizado com maior frequência, já o "ao invés de" só pode ser usado em situações de oposição.

5) "Ao envés de" é um erro de ortografia, logo, NUNCA ESCREVA ASSIM!!!!!!!!!

Dito tudo isso, as duas formas estão corretas, apenas cada qual tem um determinado momento para ser utilizada.

Espero ter ajudado. Obrigado e boa leitura.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ENEM chegando... você está preparado?

Olá povo!
Faz um tempo que não posto nada aqui no blogue e senti saudade de escrever... pensei em recomeçar os trabalhos com um tema bastante presente na vida dos que pretendem estar numa universidade ano que vem.

Vamos falar do ENEM!!!

O Exame Nacional do Ensino Médio, que até bem pouco tempo servia apenas para medir o desempenho dos concluintes do ensino médio, tem papel decisivo na vida de qualquer um que queira ingressar na vida acadêmica. Universidades públicas e particulares passaram a adotar a nota do ENEM como requisito de acesso, ou como bônus em seus vestibulares.
Na época em que era mais uma prova, as coisas eram "fáceis". O Exame sempre teve a característica de não avaliar um conteúdo isolado, ao contrário, unia conteúdos afins para atestar que os alunos do Ensino Médio tinham não só aprendido as matérias obrigatórias, como também dominavam os conteúdos em associação a diversas áreas do saber.
Agora a coisa mudou, todo aquele que quiser ter um "canudo" tem que fazer o ENEM. Sendo assim, todo cuidado é pouco, e não dá mais pra ficar contente com um 400 ou 500. Como muitas universidades adotaram apenas essa nota para ingresso, foi necessário criar uma nota mínima, nota de corte, para selecionar os candidatos.
Se você vai estudar agora, desista e curta a vida porque você vai ficar com uma nota baixa. Simples, seco e direto. Não adianta estudar de véspera para uma prova tão longa e tão complexa. Comece prestando atenção ao que seus professores dizem em sala de aula, tudo que vai cair na prova está sendo dito na escola... ou deveria... Caso você esteja longe das salas de aula, aconselho a dedicar pelo menos um ano de estudos regrados e voltados para a prova.
O professor de biologia e dono de cursinho no Recife Fernando Beltrão em entrevista para o G1 disse: "O que vale é muito mais saber um pouco de tudo, do que saber muito de uma coisa só". Não adianta saber tudo de Matemática e esquecer Português, Biologia, História e, principalmente, fazer uma Redação de qualquer jeito. Aqui há um link com algumas dicas de como fazer uma boa redação, que, é claro, vai muito de concurso pra concurso, mas não foge muito do que se pede no ENEM. Dá uma olhada nesse link aqui para ver como NÃO fazer uma redação.
No site da Universia, há uma lista com 17 possíveis temas para a Redação do ENEM 2014. Listo apenas três, mas você pode conferir a lista completa no site deles clicando no link no final do texto.

Manifestações durante o Mundial – O mundo acompanhou as manifestações ocorridas antes e durante a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, notícias de vandalismo correram por todos os países e houve grande temor sobre o que aconteceria durante o Mundial. Vale a pena dar uma refrescada na memória sobre esses acontecimentos.

Os 50 anos do Golpe Militar de 64 – Para aqueles que têm Facebook, frases contendo “64 nunca mais” circularam bastante no final de Março e início de Abril por conta do golpe militar (não é muito bom falar “Revolução de 64” ou “revolução militar”). Juntando tudo isso com o fato de termos uma presidente que fez parte desse momento histórico, pode dar “caldo”.

Racismo – Preciso comentar? Só lembrar do Daniel Alves, o goleiro Aranha, etc.

Outra coisa importante é a alimentação. Você acha que para fazer uma prova com duração de 4 horas e 30 minutos para as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e 5 horas e 30 minutos para Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias só com o café da manhã? Sonha!
Leve água, uma ou duas barrinhas de cereais, duas ou três frutas leves (banana é rica em K, e K faz bem pro cérebro... ué, não sabe o que é “K”? iiiihh...). Lembre-se, não serão 4 ou 5 horas comuns, você vai gastar muita energia enquanto resolve a prova e sua taxa de ATP pode cair muito nesse período; coma, mas sem exagero. Nada de energéticos, a Adrenalina na sua circulação sanguínea já é estimulante mais que suficiente, se houver acréscimo de estimulantes a taquicardia, irritabilidade e outras consequências podem e vão atrapalhar seu desempenho na prova.
LEVE LÁPIS, BORRACHA E CANETA!!!!!!!!!!!
Pode parecer óbvio, mas tem gente que deixa pra comprar isso no local de prova. O “tio” vai te cobrar “o olho da cara” por uma caneta e pela água... vai por mim, leva de casa...
Agora a dica principal que, quando não seguida, vai fazer você ser eliminado do exame: Saia de casa umas 3 horas antes do tempo normal que você levaria para chegar ao local de prova. “Como assim?” Simples, esse será um dia muito importante na sua via e seu nível de ansiedade vai estar alto. Tudo que daria certo vai começar a dar errado e vai ter uma obra causando lentidão no trânsito; uma coisa ou outra que você esqueceu; vai dar tempo pra orar, pedir ajuda ao seu guia; vai poder procurar com calma o local de prova... é melhor ficar 4 horas esperando na frente do portão, do que ser eliminado por chegar 5 minutos depois que os portões foram fechados (pro show do One Direction você monta barraquinha pra ser a primeira, vai dar mole na prova do ENEM?)

Espero ter ajudado. Não entre em desespero, mas não relaxe com os estudos agora, na reta final.

Boa Prova! (sorte é para os que não estudaram)









sábado, 17 de maio de 2014

Como e onde melhor procurar uma palavra?

Pois bem, imagina você estar em dúvida sobre a correta grafia de uma determinada palavra e faz o quê?
(A) Procura no Google.
(B) Procura num dicionário eletrônico.
(C) Procura num dicionário impresso.
(D) Consulta um Vocabulário Ortográfico.
(E) Escreve errado mesmo e que se danem os outros.

Se você respondeu (E), muito bem... suas chances de conseguir um emprego razoável são mínimas... "Mãs" se respondeu (A), vai demorar um pouco, ou não, pois homônimos podem ter duas ou mais formas de escrita. Recorrer às opções (B) e (C) podem dar mais resultado, pois, ao mostrar uma entrada e seu respectivo significado, pode-se saber com maior precisão qual a grafia é a correta e adequada à ocasião. Procurar uma palavra em Vocabulários Ortográficos só é recomendado quando se tem certeza absoluta da diferença de significado entre duas palavras ou quando só há uma única semântica para aquela entrada. 



"O sistema de busca do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, quinta edição, 2009, contém 381.000 verbetes, as respectivas classificações gramaticais e outras informações conforme descrito no Acordo Ortográfico. As divergências entre o VOLP impresso e a versão online resultam, quase sempre, de ter  esta última incorporado as correções publicadas em suplemento, com as alterações feitas após a 5ª edição." (Retirado do site da ABL "linkado" abaixo)



Exemplificando o disposto acima, temos:
Um usuário quer saber sobre a palavra "Carinho"; ao digitar no buscador, aparecem os seguintes dados:

carinho s.m.
carinhosa s.f.
carinhoso (ô) adj.; f. (ó); pl. (ó)

As informações dadas não se referem ao significado de carinho e sim as possibilidades de ocorrência do termo solicitado. Note-se que "carinhosa" aparece por conter o termo "carinho", outra informação que é listada é a Classe Gramatical das palavras listadas. Essa lista extensa de palavras com indicação da sua categoria morfossintática e das suas peculiaridades de flexão, quando existem. “Se o VOP, ou VOLP, não tem o significado, de que adianta? Bom, meu caro "padawan", um dicionário tem de apresentar a grafia correta de uma dada palavra para apresentar seu significado, então no dia em que você resolver escrever um Dicionário da Língua Portuguesa já sabe onde procurar... "Mais, Paulo, ainda não to veno pra 'quê' serve esse livru, o que eu fasso?" Olha, amiguinho... no dia que você precisar, você saberá...
Mas respondendo a pergunta do título, a melhor forma de procurar é num dicionário. Seja impresso ou eletrônico, além de mostrar a grafia correta ainda dá pistas se é aquela palavra que você necessita. Há vários tipos de dicionários: 

Dicionários Gerais da língua → Aqueles mais comuns, extensos ou com adaptados a uso escolar, possuem um grande número de palavras, definidas em seus vários usos e significados. Estes são os mais comuns por serem de fácil manuseio e maior aplicabilidade no cotidiano.
Dicionários Etimológicos → São os que apresentam a origem (nos mais variados idiomas) das palavras através de sua formação e evolução. Normalmente utilizado em textos que buscam ressaltar a origem de uma dada palavra para que se observe como era compreendida e suas implicações semânticas.
Dicionários de Sinônimos e Antônimos  Definem o significado das palavras mediante paridade de significado ou afinidades e significados opostos. Muito utilizado por escritores de romances, novelas, contos, etc.
Dicionários Analógicos → Reúnem as palavras por Campos Semânticos, ou por analogia de ideias. Frequentemente não apresentam as palavras em ordem alfabética e sim por blocos semânticos.
Dicionários Temáticos → Organizam vocabulários específicos de determinada ciência, arte ou atividade técnica. Exemplos: Dicionário JurídicoDicionário de Comunicação, etc. Excelente em produções específicas como petições, memorandos, entre outros.
Dicionários de Abreviaturas → Como o nome já diz, apresentam uma lista de abreviaturas e siglas. Idem aos temáticos.
Dicionários bilíngues ou plurilíngues → Explicam o significado dos vocábulos estrangeiros e suas correlações com os vocábulos nativos. Muito usado em curso de língua estrangeira e produções que relacionam palavras estrangeiras e vernáculas sem que essas sejam estrangeirismos.

Além dos dicionários citados, temos outros que atendem a diversas finalidades como questões de uma língua, de frases feitas, de provérbios, de gírias e expressões regionais, etc... 


Dicionário não é pai dos burros, burro é quem não consulta um dicionário!



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Guimarães Rosa: O Mágico do Reino das Palavras - Mestres da Literatura - TV





Episódio da série "Mestres da Literatura" que mostra a vida de Guimarães Rosa, escritor que também foi médico e diplomata. O programa mostra narrações de trechos de textos consagrados do autor, como Grande Sertão: Veredas, Sagarana e Tutaméia.


Fonte: TV Escola

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Diferenças entre Espanhol e Português - Fonética/Fonologia e Morfologia I

    Pra você que leu o artigo sobre Diferenças entre Inglês e Português - Fonética/Fonologia e Morfologia I e achou que tem que aprender muita coisa pra saber falar inglês de verdade, se prepare porque o espanhol é mais complexo.
    Como fizemos na aula anterior, há características das palavras que não são compatíveis com o português e uma delas é a questão de final de palavra. É impossível terminar uma palavra em Português com alguma consoante diferente de "z", "l", "m", "s" e "r"; palavras como "rex", "stop", "shopping", "ticket", "Superman" ou "ad" são palavras notoriamente estrangeiras. "En español" as letras "n" e "d" também terminam palavras, mas com algumas ressalvas; quando uma palavra termina com nasal, o "n" é típico das palavras espanholas cabendo o "m" a palavras estrangeiras como "álbum", "film", "modem", "currículum", etc.
    Alguns detalhes na pronúncia do espanhol devem ser levados em conta, "l" sempre tem som de "l" diferente do português, exemplo: em português temos "plural" [plu-rau] em espanhol "árbol" [ár-bol], "m" não é tão nasalizado como no português, exemplo: "também" [tãbéim] diferente de "también" [tam-bién]. A letra "e" tem som de [e], quando for conjunção será dito [i], em português temos "ele" [êli], mas em espanhol temos "detalle" [detálhe ou detádje].
    As letras "s", "z" e "c"(antes de "e" e "i") têm pronúncia [s] (tipo língua "pressa"), é linguodental sem chiar, não há "ç" nem "ss"; ainda com relação aos dígrafos, temos no português o "lh" e "nh", que não aparecem grafematicamente igual no espanhol, mas são escritas como "ll" e "ñ" respectivamente.
    Outras letras do alfabeto, que é igual ao nosso, têm som diferenciado; um bom exemplo é a falta de diferença fônica entre "b" e "v" por serem pronunciados como [b]; "j" e "g"(antes de "e" e "i") têm som de [r] de "rádio"; o "ch" aparece nas grafias espanholas, mas pronunciado como [tch] de "tchau"; o "h" pode ser pronunciado como [r] de "rádio", [g] de "gato" ou sem pronúncia; "d" e "t" não têm o "chiado" que ocorre nas pronúncias do português; quando aparece um "r" é pronunciado como [r] de "trabalho" e quando tem "rr" é como [r] de "erro", mas mais arranhado; o "y" pode ter som de [i] ou [dj]; por último, mas não menos importante temos o "x" que tem som de [r] de "rádio", [s] de "sapo" ou [ks] de "taxi".
    As pronúncias acima são algumas variações padrão ou não de palavras da língua espanhola. Se quiser saber qual a pronúncia de uma determinada palavra tem que procurar falantes nativos para mostrar um determinado uso, pode ser que eu diga que México é pronunciado [mérrico] ou [mésico] ou [méksico], mas só quem tem fluência na língua pode dizer exatamente como pronunciar da forma mais adequada (eu sempre digo [mérrico]).
Esse assunto não para por aqui, voltaremos com esse assunto em breve.
Obrigado e boa leitura.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Estrangeirismo é ruim, mas até que ponto?

    Muita gente faz campanha contra estrangeirismo, não é xenofobia; o fato de constar numa vitrine "50% OFF" ou se referir a um livro como "best-seller" para alguns é um descalabro. Valorizar a língua nacional, impedir que as modas linguísticas estrangeiras contaminem o falar nacional, entre outras argumentações são  usadas para se referir à negação de palavras e expressões de outras línguas.
    Ora o Português é originado do Latim, língua falada cerca de um ou dois séculos na Itália, por todo império romano e como língua oficial da Igreja Católica, mas as pessoas que habitavam a península ibérica (como em todas as partes do império romano) não tinham o pudor de falar o latim errado. De tanto falar errado o latim vulgar, passaram a falar o Galego-Português que com o tempo passou a ser Português. Posto que as línguas naturais não têm limites fixos, as pessoas são livres para dizer o que querem e como querem.
    Tem gente que é tão relaxada que faz tudo "à la vonté" ( o correto é "à la volonté"), mas tem tanta gente pedindo "hot-dog" por causa da novela que deixaram de comer cachorro-quente, mas se é para abolir os estrangeirismos deveríamos parar de chamar o "garçon", não podemos prestar atenção ao "reporter" e fazermos como nossos amigos portugueses que usam um rato ao invés de "mouse".
    "Flirt" não existe em língua portuguesa e foi tomada como empréstimo do inglês para as situações em que duas pessoas ficam...flertando, oras... não há motivos para ficar "estressado" com essa história de ficar fazendo hiper correção de algo que é inevitável numa língua natural.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Dicas importantes para escrever um Romance de sucesso.




“Todo o drama e todo o romance precisa de:
Uma ou duas damas.
Um pai.
Dois ou três filhos, de dezenove a trinta anos.
Um criado velho.
Um monstro, encarregado de fazer as maldades.
Vários tratantes, e algumas pessoas capazes para intermédios.
Ora bem; vai-se aos figurinos franceses de Dumas, de Eug. Sue, de Vítor Hugo, e recorta a gente, de cada um deles, as figuras que precisa, gruda-as sobre uma folha de papel da cor da moda, verde, pardo, azul — como fazem as raparigas inglesas aos seus álbuns e scrapbooks, forma com elas os grupos e situações que lhe parece; não importa que sejam mais ou menos disparatados. Depois vai-se às crônicas, tiram-se um pouco de nomes e de palavrões velhos; com os nomes crismam-se os figurões, com os palavrões iluminaram...(estilo de pintor pintamonos). E aqui está como nós fazemos a nossa literatura original.”

    Podem pensar que essa é uma crítica à literatura do final do século XX, mas não, ela foi escrita no livro Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett em 1846... Eh, Manolo... Nesse livro Garrett despeja toda sua revolta com o que fizeram com o movimento literário que ele introduziu em Portugal. Se você acha que tem gente fazendo literatura de forma fácil apenas copiando o tema de um livro já consagrado e mudando apenas os nomes, isso ocorre desde quando o mundo é mundo. Garrett critica veementemente essa maneira fácil de escrita; antes do trecho citado acima ele diz:

“Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião vou te explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura. Já não me importa guardar segredo; depois desta desgraça não me importa já nada. Saberás pois, ó leitor, como nós outros fazemos o que te fazemos ler.
Trata-se de um romance, de um drama — cuidas que vamos estudar a história, a natureza, os monumentos, as pinturas, os sepulcros, os edifícios, as memórias da época? Não seja pateta, senhor leitor, nem cuide que nós o somos. Desenhar caracteres e situações do vivo na natureza, colori-los das cores verdadeiras da história... isso é trabalho difícil, longo, delicado, exige um estudo, um talento, e sobretudo um tato!...”

    Chamar o leitor de pateta, expor como se “dava Ctrl+C e Ctrl+V” para vender livros, coisa impensável nos dias de hoje. Garrett criticou os “macetes” inseridos no estilo literário que ele trouxe da Inglaterra. Se você reclama de livros com títulos que fascinam, mas o conteúdo é "água com açúcar" fique sabendo que essa Literatura de Consumo vem desde o século XIX com livros de viagens, romances de bolso, etc.
   Muitos escritores dessa época tinham que escrever constantemente, pois os direitos autorais eram vendidos e o escritor não recebia pela quantidade de livros vendidos e sim pela quantidade de títulos publicados. Se você acha um livro ruim, pare e leia outro, se o outro também for ruim, comece outro até encontrar um que realmente desperte o interesse na leitura.

Obrigado e boa leitura.