Feliz Natal em 18 línguas


Quer impressionar nesse Natal? Deseje um Feliz Natal em 18 línguas bem diferentes do Português.

Alemão:
Frohe Weihnachten.

Árabe:
!عيد ميلاد مجيد (ayad mabilad majid)

Chinês:
聖誕節快樂 (Shèngdàn jié kuàilè!)

Coreano:
메리 크리스마스 (meli keuliseumaseu)

Élfico:
Alassëa Hristonostalë (Feliz Nascimento de Cristo)

Caipirinha - A bebida tipicamente brasileira

Por www.sxc.hu
No vídeo abaixo o Dr. Watson explica a Sherlock Holmes que a cachaça é muito forte e precisa de algo ácido para cortar o álcool, depois pede açúcar para cortar a acidez e por fim pede gelo para cortar o doce do açúcar... como meu inglês está um pouco ruim, foi isso que entendi.

Quem estuda mais, homens ou mulheres?

Por stockvault
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada em 21/09/2012, constatou que as mulheres com mais de dez anos de idade estudam, em média, durante 7,5 anos, ao passo que o tempo de estudo dos homens é de 7,1 anos.

É possível estudar na Era Digital?

Fica muito difícil imaginar a vida sem um smartphone ou um tablete. Foi-se o tempo em que um notebook era novidade e ter um microcomputador em casa significava “ter dinheiro”.  As vendas de tablets no país subiram 18% no terceiro trimestre se comparado com o ano anterior, cerca de 2,3 milhões de unidades, informa estudo da consultoria IDC Brasil.

Interno da Fundação Casa foi um dos vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa

Jovem de 17 anos cursa o 6º ano do ensino fundamental (Foto: Victor Moriyama/ G1)
Jovem de 17 anos cursa o 6º ano do ensino
fundamental (Foto: Victor Moriyama/ G1)
Na cerimônia de premiação realizada em Brasília, em 17/12/2014, anunciou que um interno da Fundação Casa foi um dos vencedores na categoria Poemas da Olimpíada de Língua Portuguesa. É a primeira vez que um adolescente da Fundação Casa se classifica neste concurso. A professora dele também foi premiada.
"Minha conquista vai inspirar outros jovens da Fundação Casa", disse o adolescente ao G1.

Como ingressar num Mestrado?

Há algum tempo, ter o primário era suficiente para se conseguir um emprego, depois passou a ser importante ter o “ginásio”; depois, o segundo grau; depois, uma faculdade; depois, mestrado, agora a moda é doutorado... falta pouco para começar a moda do pós-doc...

Gramática em versos - "Gramática Versificada - Gramática da Língua Portuguesa em versos"

Autor Pedro de Deus / foto: Arquivo recordista
Acha que ensino de Gramática tem que ser chato? O escritor Pedro de Deus, de 73 anos, entra para o RankBrasil em 2014 com a primeira gramática da língua portuguesa em versos. Publicado em 2005 pela Polys Editora, o livro "Gramática Versificada - Gramática da Língua Portuguesa em versos" é pioneiro, pois utiliza poesia como instrumento didático na abordagem deste tema.
Nascido em Correntes - PE, o autor vive atualmente em Barreiras - BA, cidade onde começou um projeto com visitas às escolas. "O périplo cultural', como ele chama, já percorreu cinco estados brasileiros: Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

A música - Poemas Alheios

Projetado pelo Freepik

Olha que desfecho,

Um dia eu te deixo.
É esse amor que não acaba jamais,
Só que voltar, nunca mais.

Você sabe que te amo,
Eu sei que você me ama.
Mas quando te chamo,
Você me deixa na lama.

Eu te dou valor,
Porém você não.
Me diz o que tenho que fazer,
Disso tenho que saber.
Para ganhar seu coração.

Eu te conheço,
Tu não.
Mas isso não muda meu amor por você.
Disso você não conhece.
Você não conhece sobre o meu amor por ti,
Isso eu não esqueci.
Eu não me esqueci de você.
Você,
Música.


                                  27/06/2014, Luiza Figueiredo

E o Português mundo afora?

O Português é a língua oficial de oito países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste). Pode-se identificar vocabulário nativo, adaptações gramaticais e de pronúncia características de cada país, mas ainda assim a língua mantém sua unidade. Também é falado em pequenas comunidades, reflexo dos povoamentos portugueses datados a partir do século XVI, como é o caso de:

Dom Casmurro

Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis em 1899 e publicado pela Livraria Garnier. A publicação em livro ocorreu em 1900, embora com data do ano anterior. "Dom Casmurro" é uma das grandes obras de Machado de Assis, aborda o ciúme com brilhantismo, e provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais figuras femininas da literatura brasileira: Capitu.


Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance escrito por Machado de Assis, desenvolvido em princípio como folhetim, de março a dezembro de 1880, na Revista Brasileira, publicado como livro em 1881, pela então Tipografia Nacional.


Resumos de Livros

Estaremos iniciando um nova seção neste blog, traremos resumos de livros de ficção. Ao menos uma vez por semana, será publicado um resumo de um livro (categorizado como literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura africana ou outros) que conterá enredo e final da história, ou seja, vai ter spoiler...
Se você tem alguma dica pode entrar em contato nos comentários, por e-mail, na nossa página no facebook Português e Tal, no twitter @Portugues_e_Tal, sinal de fumaça, código morse...


O Novo Acordo Ortográfico


Por www.sxc.hu
Desde o século XII o Português vem sendo falado e escrito, e com a expansão marítima, além de domínio político, os portugueses impuseram seu idioma como o oficial em suas colônias na África, Ásia e América.

Sufixo "-eiro" X "-ista"

Já pararam para pensar nas diferenças e semelhanças entre as palavras formadas com "-eiro" e "-ista"? Ambos são do tipo agentivo, ou seja, são designados a "pessoas que agem". Mas se os dois têm a mesma característica, porque há duas formas para dizer a mesma coisa? "Só pra complicar", alguns diriam; se adotarmos o ponto de vista que todos os "-eiros" têm pouco prestígio na sociedade... Como assim? Perceba que todos os "-eiros" têm pouco prestígio em relação aos "-istas".

O que é Agente da Passiva?

Antes de falar propriamente do Agente da Passiva, vamos rever alguns pontos importantes sobre a estrutura de uma frase. Em língua portuguesa a ordem natural é Sujeito + Verbo + Objeto Direto + Objeto Indireto + Adjuntos. Essa ordem não é fixa, por isso usamos vírgulas para marcar deslocamentos, por exemplo. A Voz Ativa é a que segue esse padrão, “alguém faz alguma coisa a outra pessoa num determinado momento/de uma certa maneira/etc...”

O que é Adjunto Adverbial?

No latim ad quer dizer junto, então o Adjunto Adverbial seria o “junto junto junto do verbo”, ou seja, é uma palavra ou expressão que fica perto do Verbo, mas é totalmente diferente de Complemento Verbal. Usado para indicar uma circunstância dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc. O adjunto adverbial pode atuar modificador do sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio.

Sufixo "-aço"


As palavras derivadas com o sufixo "-aço"podem representar significados variados, podem indicar aumentativo; referencia a um golpe, intensidade, ação; denotam melhorativo e pejorativo. Por vezes não levamos em conta que alguns desses significados não estão presentes no sufixo latino (-aceum) que deu origem ao -aço no português. Assim, não se discute como esses valores passaram a ser assumidos pelo referido afixo.

Como escrever errado em português?

Con tãtas gramaticas e tontos saitis de como escrevê coreto, u qui é escrevê erradu? Si vossê, acha que esce testo esta erradu, é sinal do qual  eu estou escrevendu dinferente do que voscê ta acostumado a le. Serta veis, mim disseram que portugueis, é a lingua mais dificil, do mundo. passei no enscino fundamental e no medio e fiquei acreditando de que era tudo verdade, sabe essa coisa de ficar falando e escrevendo errado poderia me custar o emprego e uma vida melho; Ai cheguei na facudade e já no primero periodo as coisas mudou de figura,

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett?


João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 4 de fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptdo Douro (Vila Nova de Gaia)]], pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra.

O que é Adjunto Adnominal?

No latim ad quer dizer junto, então o Adjunto Adnominal seria o “junto junto junto do nome”, ou seja, é uma palavra ou expressão que fica perto do Nome (substantivos, adjetivos, etc.). Diferente do Complemento Nominal, ele não complementa nada, ele DETERMINA a palavra ou expressão. São adjuntos os adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos.

O que é Complemento Nominal?

Como o próprio nome já diz, complementa o sentido de um Nome. Entendem-se como Nome os substantivos, os adjetivos e os advérbios, SEMPRE por meio de preposição, diferente do Adjunto Adnominal.

O que é Vocativo?

Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração, não é nem sujeito nem predicado nem nada. Só serve para chamar alguém.

O que é Aposto?

Aposto é um termo dito acessório por MODIFICAR substantivos ou pronomes para explicá-los ou especificá-los com informações “desnecessárias” do ponto de vista sintático, mas por vezes vitais na semântica.

O que é Complemento Verbal?



O próprio nome já diz complementos de verbos, sendo assim completam o sentido dos verbos. Normalmente se ligam ao verbo sem nenhuma preposição, mas por vezes aparece uma ou outra... O Complemento Verbal que necessita de preposição é chamado de Objeto Indireto (“tio” Rocha Lima não é muito a favor de chamar o resto de Objeto Indireto, mas...). Quando a preposição não é necessária, o complemento verbal é chamado de Objeto Direto, mas cuidado, tem um cara chamado objeto direto preposicionado.

O que é Predicado?

Predicado é tudo o que se diz sobre o Sujeito. Sendo assim, a ação desempenhada ou sofrida, ou a experiência do sujeito é o Predicado.

(01) A casa.
(02) O bosque.
(03) Maria.

As frases acima não são orações por não atenderem ao quesito básico de conter ao menos um verbo. Para que haja completude de significado, é necessária a presença de verbos, adjuntos e complementos. O predicado pode ter três naturezas:
Predicado Verbal;
Predicado Nominal;
Predicado Verbo-nominal.

Para que se possa classificar uma oração como Predicado Verbal, atentemos para as seguintes características:

I – Ter um verbo como núcleo;
II – Não possuir predicativo do sujeito;
III – Indicar ação.
Exemplos:
(04) A menina bateu a porta.
(05) Joana comeu todo o macarrão.
(06) Os homens trabalham durante o dia e dormem à noite.

O que chamamos de Predicado Nominal é caracterizado por:

I – Ter um Nome (substantivo ou adjetivo) como núcleo;
II – Verbo de ligação mais predicativo do sujeito;
III – Indicar estado ou qualidade atribuído a um sujeito.
Exemplos:
(07) Pedrinho é muito arteiro.
(08) Estas moças são muito bonitas.
(09) Eles são ricos.

Para não esquecer!!!!!
O Predicativo do Sujeito é aquele que CARACTERIZA o Sujeito quando há verbo de ligação entre eles, segue um:
A – Adjetivo ou locução adjetiva:
(10) Jeanne é jovem. (jovem= adjetivo)
(11) Este arroz está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)
B – Substantivo ou palavra substantivada:
(12) Este quadro parece um cachimbo. (cachimbo = substantivo)
(13) Crescer é um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado)
C – Pronome Substantivo:
(14) Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)
D – Numeral:
(15) Eles são seis ao todo. (seis = numeral)

O Predicado Verbo-nominal apresenta as seguintes características:

I – Possui dois núcleos: um verbo e um nome;
II – Possui predicativo do sujeito ou do objeto;
III – Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade.

Exemplo:

(16) Os meninos saíram de casa satisfeitos.

Estrutura do Predicado Verbo-Nominal

O predicado verbo-nominal pode ser formado por:

Verbo Intransitivo + Predicativo do Sujeito

(17) Laura saiu contente.

Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto

(18) A despedida deixou a mãe         aflita.

Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Sujeito

(19) Os candidatos cantaram emocionados aquela canção.


O que é Sujeito?

O Sujeito é um dos termos essenciais da oração, é aquele que realiza ou sofrer uma ação ou estado. Chamado em Linguística de Argumento Externo, todos os processos expostos no Predicado se referem a ele.
Em português, o sujeito é marcado no verbo por meio de desinências número-pessoais e pronomes pessoais do caso reto. Como o verbo se refere aos processos do sujeito, há concordância de número e pessoa.
Para os verbos que denotam ação, frequentemente o sujeito da voz ativa é o Agente, ser que pratica a ação, o da voz passiva é o Paciente, aquele que sofre as consequências de uma ação. Exemplos de sujeitos:

(01) João comprou uma casa. (Agente – o sujeito efetuou uma ação de compra)
(02) A água molhou a todos. (Fonte – semelhante ao agente; a água efetuou uma ação, mas não há controle da ação; a Fonte não tem o domínio da ação como o Agente o tem)
(03) Maria caiu da escada. (Tema – sempre que houver mudança de lugar, de posse, de estado, em frases que descrevem situações dinâmicas)
(04) Crianças gostam de sorvete. (Experienciador – não há nenhuma ação sendo executada, mas ainda assim continua sendo sujeito, que experimenta uma sensação de ordem psicológica ou sensorial)

O sujeito pode ser identificado como simples, composto, indeterminado, elíptico (oculto), e inexistente (oração sem sujeito).

Sujeito Simples – Possui apenas um núcleo substantivo (nome ou pronome).  A quantidade de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples:
(05) Margarida comprou um vestido e uma saia.
(06) A pequena casa ficava ao sul.

Sujeito Composto – É aquele que apresenta mais de um núcleo, dois ou mais substantivos. 
(07) Ana e Rute venderam tudo no sábado.
(08) Pedro, Thiago e João estavam num barquinho.

Sujeito indeterminado - É quando não se identifica o agente, quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento.
Obs.: quatro dicas para identificar um sujeito indeterminado:
Verbo na 3ª pessoa do plural:
(09) Falaram de você. [quem falou?]
Verbo Transitivo Indireto:
(10) Precisa-se de funcionários. [quem precisa?]
Verbo Intransitivo:
(11) Come-se muito bem naquele restaurante. [quem come?]
Verbo de ligação:
(12) Nem sempre se é feliz nessa vida. [quem é feliz?]

Sujeito oculto (desinencial, implícito, subentendido ou elíptico) – Na situação em que o sujeito não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

(13) Fechei a gaveta. [Quem fechou? – Eu.]
(14) Come toda a comida! [Quem deve comer? – Tu.]

Dizer Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o Sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. O termo Sujeito Oculto caiu em desuso, já que se pode determiná-lo através das desinências número-pessoais, e assim indicar o sujeito.

Orações sem sujeito, sujeito inexistente – Há verbos que não admitem sujeito. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo nos seguintes casos:

Todos os fenômenos meteorológicos (trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar, ventar); Verbo com sentido de existir (ter e haver); Verbos que indicam tempo (ser, fazer, haver, estar, ir e passar – indicando tempo). 

(15) Choveu muito ontem.
(16) Neva no sul do país.
(17) Anoitece tarde no verão.
(18) Ventou bastante ontem à noite.
(19) Ainda há amigos.
(20) Não haverá aulas amanhã.
(21) Está quente esta noite.
(22) Faz dez anos que não o vejo.
(23) É tarde.
(24) Era uma vez.

Rui Barbosa de Oliveira

Nasceu em Salvador, BA, em 5 de novembro de 1849, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 10 de março de 1923.
Advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, e escolheu Evaristo da Veiga como patrono da cadeira 10. Foi presidente da ABL de 1908 a 1919.

Principais obras:
  • Visita à Terra Natal
  • Figuras Brasileiras
  • Contra o Militarismo
  • Correspondencia de Ruy
  • Mocidade e Estilo
  • Castro Alves: Elogio do Poeta pelos Escravos, 1881
  • O Papa e o Concílio, 1877
  • O Anno Político de 1887
  • Relatório do Ministro da Fazenda, 1891
  • Finanças e Políticas da República: Discursos e Escritos,1893
  • Os Atos Inconstitucionais do Congresso e do Executivo ante a Justiça Federal, 1893
  • Conferência. Londres: Eyre and Spottiswoode Ltda, 1917
  • Oswaldo Cruz, 1917
  • Oração aos Moços, 1920

Joaquim Matoso Câmara Júnior

Nascido a 13 de abril de 1904, tendo falecido também no Rio de Janeiro, a 4 de fevereiro de 1970.

Conhecido como pioneiro do ensino regular e ininterrupto de linguística no Brasil, fundador da Associação Brasileira de Linguística. Em 1942, Mattoso Câmara publicou o primeiro compêndio de linguística geral em língua portuguesa, Princípios de Linguística Geral. Como publicação póstuma, temos Estrutura da língua portuguesa (1970), História da Lingüística (1975) e História e estrutura da língua portuguesa (1975), obras excessiais para todo estudante de Letras no Brasil.







Como se usa Crase?

Eis que chagamos a um assunto muito chato em ortografia. A Crase.
Crase vem do grego krasis que significa fusão, contração. Poder-se-ia dizer que há crase de “e”, “i”, “p”, mas a esse tipo de “fusão” damos outra classificação. O problema está posto quando a preposição “a” deve ou não receber o acento grave ( ` ) para indicar a crase. Note-se que a expressão à la carte é francesa e o à equivale à nossa preposição “a”. Abaixo temos alguns exemplos de como é formada a crase:

(1)
a. Vou a a praia.
b. Vou à praia.

(2)
a. Cheguei a a casa de meus pais.
b. Cheguei à casa de meus pais.

(3)
a. Encaminhei a carta a a presidência.
b. Encaminhei a carta à presidência.

Nos três casos, o termo que vem depois da crase é feminino definido. Outra característica é que os três verbos têm o “a” como preposição base. Quem vai, vai de algum lugar a outro, quem chega, chega de algum lugar a outro e quem encaminha, encaminha algo a alguém.
Essa preposição se junta com o artigo definido (o/a/os/as) e deveria ficar assim:

(4)
* Vou aa praia.

(5)
* Cheguei aa casa de meus pais.

(6)
* Encaminhei a carta aa presidência.

Por terem grafia igual, há fusão e marcação como ocorre em (1b), (2b) e (3b).

Com palavras masculinas NÃO se usa crase. Dessa forma, a preposição “a” se combina com o artigo definido masculino (singular ou plural), mas não com o indefinido.

(7)
Vou ao aeroporto.

(8)
Cheguei ao meu limite.

(9)
Encaminhei a carta a todos.

(10)
Viajou a um lugar desconhecido.

Quando temos um pronome demonstrativo, a coisa começa a ficar um pouquinho complicada. Pronomes “aquilo”, “aquele”, “aquela”, “aqueles” e “aquelas” não se separam da preposição e o acento grave recai sobre o primeiro “a” e não se escreve a preposição.

(11)
Darei o livro àquele que responder corretamente.

Em situações em que temos a preposição “até”, podemos ter ou não a marcação da crase por conta do “até”, nesse caso é facultativo o uso, lembrando que com o acento grave temos crase, e sem o acento temos apenas o artigo definido. Nomes próprios e pronomes possessivos femininos também têm uso facultativo da crase.

(12)
a. Vou até a barreira. (preposição “até” + artigo “a”)
b. Vou até à barreira. (locução prepositiva “até a” + artigo “a”)

(13)
a. Indaguei à Joana.
(preposição + artigo)
b. Indaguei a Joana.
(preposição sem artigo)

(14)
a. Falei à sua mãe do problema.
(preposição + artigo)
b. Falei a sua mãe do problema.
(preposição sem artigo)

Tem que ter crase...

Quando se dá indicação pontual do número de horas.

(15)
Às dez horas chegaremos.

Nas expressões do tipo à moda de e à maneira de  mesmo que parte da expressão (moda de) esteja implícita.

(16)
Pinta à (moda de) DaVincci.

Advérbios femininos de tempo, de modo, de lugar...


(17)
Chegaram à noite.
(expressão adverbial feminina de tempo)

(18)
Caminhava às pressas.
(expressão adverbial feminina de modo)

(19)
Ando à procura de meus livros.
(aqui, ando tem sentido de costumo, expressão adverbial feminina de fim; se tiver sentido de andar não há crase)

A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da pessoa, se não vier determinada por um adjunto adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase.
Por outro lado, se vier determinada por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase. A palavra terra, no sentido de chão firme, no sentido de oposição a mar ou ar, não sendo determinada, não se aceita o artigo, e não ocorre a crase. Mas se for determinada, aceita o artigo e ocorre crase.

(20)
a. Volte a casa cedo.
(preposição sem artigo)
b. Volte à casa dos seus pais.
(preposição + artigo)

(21)
a. Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo)
b. Já chegaram à terra dos antepassados.
(preposição + artigo)

Espero ter ajudado com mais essa dica. Qualquer outra dúvida sobre o assunto, sugestões ou críticas, basta deixar um comentário aqui ou nas redes sociais.

Obrigado e boa leitura!

Biblioteca da Universidade de Uppsala

Região: Suécia
Localização: Uppsala
Créditos: Cecilia Larsson Lantz / imagebank.sweden.se

A mais antiga universidade na Escandinávia, fundada em 1477 destaca-se nas áreas da investigação e ensino superior. Oito dos seus professores e investigadores foram galardoados com o Prêmio Nobel e no total quinze pessoas, que de alguma forma estão relacionadas com a universidade, também receberam o prêmio.

O que é Paródia?

Por definição, é uma releitura cômica de uma composição literária, filmes ou músicas, sendo portanto, uma imitação que possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. É semelhante à obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes.
Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, a fim de desconstruir ou reconstruir um texto. A paródia surge a partir de uma nova interpretação, da recriação de uma obra já existente e, em geral, consagrada. Seu objetivo é adaptar a obra original a um novo contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o sucesso da obra original para passar um pouco de alegria. A paródia pode ter intertextualidade.
Aparece como importante elemento no modernismo brasileiro e na Poesia marginal da chamada "Geração mimeógrafo".

Original:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)

A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
Temos "palmares" representando o Quilombo dos Palmares, a expressão do nacionalismo crítico do movimento modernista brasileiro da vertente "Pau-Brasil".

Na música temos aqui um exemplo em que jovens nos anos 1960-70 pediam por melhorias nas eleições e protestavam veladamente contra a ditadura; uma das músicas que representam esse período é Roda Viva e o grupo Comédia MTV fez uma paródia muito criativa.

Original


Paródia


Já no cinema temos o famoso Top Gang Ases Muito Loucos (Hot Shot) que remete a Top Gun.

Original


Paródia

Segundo a lei brasileira sobre direitos autorais, lei 9.610/98 Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.

Fontes:
Diário de uma diretora
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Obrigado e boa leitura.

Avram Noam Chomsky


Avram Noam Chomsky é um linguista, filósofo e ativista político norte-americano, professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Nascimento: 7 de dezembro de 1928

Principais Obras:

Linguística:

(1951). Morphophonemics of Modern Hebrew (Master's thesis). University of Pennsylvania.
(Sep 1953). "Systems of Syntactic Analysis". The Journal of Symbolic Logic 18 (3): 242–256. doi:10.2307/2267409.
(Jan 1955). "Logical Syntax and Semantics: Their Linguistic Relevance". Language 31 (1): 36–45. doi:10.2307/410891.
(1955). Logical Structure of Linguistic Theory. (A typescript Chomsky wrote in preparation for his PhD thesis, including hand-written notes made in preparation for the 1975 book, is available as a 436 MiB, 919 page PDF.[dead link])
(2000). New Horizons in the Study of Language and Mind.
(2000). The Architecture of Language (Mukherji, et al., eds.).
(2001). On Nature and Language (Adriana Belletti and Luigi Rizzi, ed.).
(2012) with James McGilvray. The Science of Language. Cambridge University Press. ISBN 978-1-107-60240-3.

Política:

(1967) "The Responsibility of Intellectuals"
(1969) Perspectives on Vietnam [microform]
(1969) American Power and the New Mandarins New York: Pantheon. ISBN 978-0-14-021126-9
(1971) At War with Asia. New York: Pantheon. ISBN 978-0-00-632654-0
(2005) Imperial Ambitions: Conversations on the Post-9/11 World. Metropolitan Books. (Part of the American Empire Project). ISBN 0-8050-7967-X
(2005) A Hated Political Enemy: Allen Bell interviews Noam Chomsky (with Allen Bell). Victoria, BC: Flask. ISBN 978-0-9736853-0-5
(2006) Failed States: The Abuse of Power and the Assault on Democracy. Metropolitan Books. ISBN 0-8050-7912-2. ISBN 0-241-14323-3
(2013) Power Systems: Conversations on Global Democratic Uprisings and the New Challenges to U.S. Empire. Metropolitan Books. ISBN 9780805096156
(2013) Nuclear War and Environmental Catastrophe. New York: Seven Stories Press. ISBN 9781609804541
(2013) On Anarchism. New Press. ISBN 978-1595589101

(2013) with Andre Vltchek. On Western Terrorism: From Hiroshima to Drone Warfare. Pluto Press. ISBN 9780745333878

Fonte: Wikipedia

Postagens populares