quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Diferenças entre Espanhol e Português - Fonética/Fonologia e Morfologia I

    Pra você que leu o artigo sobre Diferenças entre Inglês e Português - Fonética/Fonologia e Morfologia I e achou que tem que aprender muita coisa pra saber falar inglês de verdade, se prepare porque o espanhol é mais complexo.
    Como fizemos na aula anterior, há características das palavras que não são compatíveis com o português e uma delas é a questão de final de palavra. É impossível terminar uma palavra em Português com alguma consoante diferente de "z", "l", "m", "s" e "r"; palavras como "rex", "stop", "shopping", "ticket", "Superman" ou "ad" são palavras notoriamente estrangeiras. "En español" as letras "n" e "d" também terminam palavras, mas com algumas ressalvas; quando uma palavra termina com nasal, o "n" é típico das palavras espanholas cabendo o "m" a palavras estrangeiras como "álbum", "film", "modem", "currículum", etc.
    Alguns detalhes na pronúncia do espanhol devem ser levados em conta, "l" sempre tem som de "l" diferente do português, exemplo: em português temos "plural" [plu-rau] em espanhol "árbol" [ár-bol], "m" não é tão nasalizado como no português, exemplo: "também" [tãbéim] diferente de "también" [tam-bién]. A letra "e" tem som de [e], quando for conjunção será dito [i], em português temos "ele" [êli], mas em espanhol temos "detalle" [detálhe ou detádje].
    As letras "s", "z" e "c"(antes de "e" e "i") têm pronúncia [s] (tipo língua "pressa"), é linguodental sem chiar, não há "ç" nem "ss"; ainda com relação aos dígrafos, temos no português o "lh" e "nh", que não aparecem grafematicamente igual no espanhol, mas são escritas como "ll" e "ñ" respectivamente.
    Outras letras do alfabeto, que é igual ao nosso, têm som diferenciado; um bom exemplo é a falta de diferença fônica entre "b" e "v" por serem pronunciados como [b]; "j" e "g"(antes de "e" e "i") têm som de [r] de "rádio"; o "ch" aparece nas grafias espanholas, mas pronunciado como [tch] de "tchau"; o "h" pode ser pronunciado como [r] de "rádio", [g] de "gato" ou sem pronúncia; "d" e "t" não têm o "chiado" que ocorre nas pronúncias do português; quando aparece um "r" é pronunciado como [r] de "trabalho" e quando tem "rr" é como [r] de "erro", mas mais arranhado; o "y" pode ter som de [i] ou [dj]; por último, mas não menos importante temos o "x" que tem som de [r] de "rádio", [s] de "sapo" ou [ks] de "taxi".
    As pronúncias acima são algumas variações padrão ou não de palavras da língua espanhola. Se quiser saber qual a pronúncia de uma determinada palavra tem que procurar falantes nativos para mostrar um determinado uso, pode ser que eu diga que México é pronunciado [mérrico] ou [mésico] ou [méksico], mas só quem tem fluência na língua pode dizer exatamente como pronunciar da forma mais adequada (eu sempre digo [mérrico]).
Esse assunto não para por aqui, voltaremos com esse assunto em breve.
Obrigado e boa leitura.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Estrangeirismo é ruim, mas até que ponto?

    Muita gente faz campanha contra estrangeirismo, não é xenofobia; o fato de constar numa vitrine "50% OFF" ou se referir a um livro como "best-seller" para alguns é um descalabro. Valorizar a língua nacional, impedir que as modas linguísticas estrangeiras contaminem o falar nacional, entre outras argumentações são  usadas para se referir à negação de palavras e expressões de outras línguas.
    Ora o Português é originado do Latim, língua falada cerca de um ou dois séculos na Itália, por todo império romano e como língua oficial da Igreja Católica, mas as pessoas que habitavam a península ibérica (como em todas as partes do império romano) não tinham o pudor de falar o latim errado. De tanto falar errado o latim vulgar, passaram a falar o Galego-Português que com o tempo passou a ser Português. Posto que as línguas naturais não têm limites fixos, as pessoas são livres para dizer o que querem e como querem.
    Tem gente que é tão relaxada que faz tudo "à la vonté" ( o correto é "à la volonté"), mas tem tanta gente pedindo "hot-dog" por causa da novela que deixaram de comer cachorro-quente, mas se é para abolir os estrangeirismos deveríamos parar de chamar o "garçon", não podemos prestar atenção ao "reporter" e fazermos como nossos amigos portugueses que usam um rato ao invés de "mouse".
    "Flirt" não existe em língua portuguesa e foi tomada como empréstimo do inglês para as situações em que duas pessoas ficam...flertando, oras... não há motivos para ficar "estressado" com essa história de ficar fazendo hiper correção de algo que é inevitável numa língua natural.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Dicas importantes para escrever um Romance de sucesso.




“Todo o drama e todo o romance precisa de:
Uma ou duas damas.
Um pai.
Dois ou três filhos, de dezenove a trinta anos.
Um criado velho.
Um monstro, encarregado de fazer as maldades.
Vários tratantes, e algumas pessoas capazes para intermédios.
Ora bem; vai-se aos figurinos franceses de Dumas, de Eug. Sue, de Vítor Hugo, e recorta a gente, de cada um deles, as figuras que precisa, gruda-as sobre uma folha de papel da cor da moda, verde, pardo, azul — como fazem as raparigas inglesas aos seus álbuns e scrapbooks, forma com elas os grupos e situações que lhe parece; não importa que sejam mais ou menos disparatados. Depois vai-se às crônicas, tiram-se um pouco de nomes e de palavrões velhos; com os nomes crismam-se os figurões, com os palavrões iluminaram...(estilo de pintor pintamonos). E aqui está como nós fazemos a nossa literatura original.”

    Podem pensar que essa é uma crítica à literatura do final do século XX, mas não, ela foi escrita no livro Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett em 1846... Eh, Manolo... Nesse livro Garrett despeja toda sua revolta com o que fizeram com o movimento literário que ele introduziu em Portugal. Se você acha que tem gente fazendo literatura de forma fácil apenas copiando o tema de um livro já consagrado e mudando apenas os nomes, isso ocorre desde quando o mundo é mundo. Garrett critica veementemente essa maneira fácil de escrita; antes do trecho citado acima ele diz:

“Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião vou te explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura. Já não me importa guardar segredo; depois desta desgraça não me importa já nada. Saberás pois, ó leitor, como nós outros fazemos o que te fazemos ler.
Trata-se de um romance, de um drama — cuidas que vamos estudar a história, a natureza, os monumentos, as pinturas, os sepulcros, os edifícios, as memórias da época? Não seja pateta, senhor leitor, nem cuide que nós o somos. Desenhar caracteres e situações do vivo na natureza, colori-los das cores verdadeiras da história... isso é trabalho difícil, longo, delicado, exige um estudo, um talento, e sobretudo um tato!...”

    Chamar o leitor de pateta, expor como se “dava Ctrl+C e Ctrl+V” para vender livros, coisa impensável nos dias de hoje. Garrett criticou os “macetes” inseridos no estilo literário que ele trouxe da Inglaterra. Se você reclama de livros com títulos que fascinam, mas o conteúdo é "água com açúcar" fique sabendo que essa Literatura de Consumo vem desde o século XIX com livros de viagens, romances de bolso, etc.
   Muitos escritores dessa época tinham que escrever constantemente, pois os direitos autorais eram vendidos e o escritor não recebia pela quantidade de livros vendidos e sim pela quantidade de títulos publicados. Se você acha um livro ruim, pare e leia outro, se o outro também for ruim, comece outro até encontrar um que realmente desperte o interesse na leitura.

Obrigado e boa leitura.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Perdigão perdeu a pena - Poemas Alheios



Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.


Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.


Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.



Luís de Camões

Palavra Acesa - Poemas Alheios

Palavra Acesa

Quinteto Violado

Se o que nos consome fosse apenas fome
Cantaria o pão
Como o que sugere a fome
Para quem come
Como o que sugere a fala
Para quem cala
Como que sugere a tinta
Para quem pinta
Como que sugere a cama
Para quem ama
Palavra quando acesa
Não queima em vão
Deixa uma beleza posta em seu carvão
E se não lhe atinge como uma espada
Peço não me condene oh minha amada
Pois as palavras foram pra ti amada
Pra ti amada
Oh! pra ti amada
Palavra quando acesa
Não queima em vão
Deixa uma beleza posta em seu carvão
E se não lhe atinge como uma espada
Peço não me condene oh minha amada
Pois as palavras foram pra ti amada
Pra ti amada
Oh, pra ti amada
Pra ti amada

domingo, 12 de janeiro de 2014

Entrevista de Paulo Coelho para o programa Roda Viva em 1990 e 1994

Um dos maiores escritores brasileiros, imortal da ABL, mesmo sob muitas críticas a seu trabalho tem maior reconhecimento fora do Brasil do que em sua terra natal.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Clóvis de Barros Filho no Programa do Jô - 27/09/2013

Professor "muito maluco" falando de coisas "muito malucas", essa sequência de vídeos pode ser utilizada como motivacional, como o que você quiser, mas não há uma sandice se quer!

"¿Qué es la Filosofía?" Aula sucinta que resume muito esta ciência importantíssima.

Principais problemas em Linguística sobre a Linguagem

CONTEÚDO ATUALIZADO EM:
Linguística


Problemas temporários pessoais...

Como o título diz, estou passando alguns problemas que estão me afastando das publicações regulares; peço desculpas por tal, mas assim que sanados voltaremos a publicar regularmente.

Entrevista com o Linguísta Ataliba T. de Castilho no Programa do Jô