Diferenças entre Espanhol e Português - Fonética/Fonologia e Morfologia I

    Pra você que leu o artigo sobre Diferenças entre Inglês e Português - Fonética/Fonologia e Morfologia I e achou que tem que aprender muita coisa pra saber falar inglês de verdade, se prepare porque o espanhol é mais complexo.
    Como fizemos na aula anterior, há características das palavras que não são compatíveis com o português e uma delas é a questão de final de palavra. É impossível terminar uma palavra em Português com alguma consoante diferente de "z", "l", "m", "s" e "r"; palavras como "rex", "stop", "shopping", "ticket", "Superman" ou "ad" são palavras notoriamente estrangeiras. "En español" as letras "n" e "d" também terminam palavras, mas com algumas ressalvas; quando uma palavra termina com nasal, o "n" é típico das palavras espanholas cabendo o "m" a palavras estrangeiras como "álbum", "film", "modem", "currículum", etc.
    Alguns detalhes na pronúncia do espanhol devem ser levados em conta, "l" sempre tem som de "l" diferente do português, exemplo: em português temos "plural" [plu-rau] em espanhol "árbol" [ár-bol], "m" não é tão nasalizado como no português, exemplo: "também" [tãbéim] diferente de "también" [tam-bién]. A letra "e" tem som de [e], quando for conjunção será dito [i], em português temos "ele" [êli], mas em espanhol temos "detalle" [detálhe ou detádje].
    As letras "s", "z" e "c"(antes de "e" e "i") têm pronúncia [s] (tipo língua "pressa"), é linguodental sem chiar, não há "ç" nem "ss"; ainda com relação aos dígrafos, temos no português o "lh" e "nh", que não aparecem grafematicamente igual no espanhol, mas são escritas como "ll" e "ñ" respectivamente.
    Outras letras do alfabeto, que é igual ao nosso, têm som diferenciado; um bom exemplo é a falta de diferença fônica entre "b" e "v" por serem pronunciados como [b]; "j" e "g"(antes de "e" e "i") têm som de [r] de "rádio"; o "ch" aparece nas grafias espanholas, mas pronunciado como [tch] de "tchau"; o "h" pode ser pronunciado como [r] de "rádio", [g] de "gato" ou sem pronúncia; "d" e "t" não têm o "chiado" que ocorre nas pronúncias do português; quando aparece um "r" é pronunciado como [r] de "trabalho" e quando tem "rr" é como [r] de "erro", mas mais arranhado; o "y" pode ter som de [i] ou [dj]; por último, mas não menos importante temos o "x" que tem som de [r] de "rádio", [s] de "sapo" ou [ks] de "taxi".
    As pronúncias acima são algumas variações padrão ou não de palavras da língua espanhola. Se quiser saber qual a pronúncia de uma determinada palavra tem que procurar falantes nativos para mostrar um determinado uso, pode ser que eu diga que México é pronunciado [mérrico] ou [mésico] ou [méksico], mas só quem tem fluência na língua pode dizer exatamente como pronunciar da forma mais adequada (eu sempre digo [mérrico]).
Esse assunto não para por aqui, voltaremos com esse assunto em breve.
Obrigado e boa leitura.

Estrangeirismo é ruim, mas até que ponto?

    Muita gente faz campanha contra estrangeirismo, não é xenofobia; o fato de constar numa vitrine "50% OFF" ou se referir a um livro como "best-seller" para alguns é um descalabro. Valorizar a língua nacional, impedir que as modas linguísticas estrangeiras contaminem o falar nacional, entre outras argumentações são  usadas para se referir à negação de palavras e expressões de outras línguas.
    Ora o Português é originado do Latim, língua falada cerca de um ou dois séculos na Itália, por todo império romano e como língua oficial da Igreja Católica, mas as pessoas que habitavam a península ibérica (como em todas as partes do império romano) não tinham o pudor de falar o latim errado. De tanto falar errado o latim vulgar, passaram a falar o Galego-Português que com o tempo passou a ser Português. Posto que as línguas naturais não têm limites fixos, as pessoas são livres para dizer o que querem e como querem.
    Tem gente que é tão relaxada que faz tudo "à la vonté" ( o correto é "à la volonté"), mas tem tanta gente pedindo "hot-dog" por causa da novela que deixaram de comer cachorro-quente, mas se é para abolir os estrangeirismos deveríamos parar de chamar o "garçon", não podemos prestar atenção ao "reporter" e fazermos como nossos amigos portugueses que usam um rato ao invés de "mouse".
    "Flirt" não existe em língua portuguesa e foi tomada como empréstimo do inglês para as situações em que duas pessoas ficam...flertando, oras... não há motivos para ficar "estressado" com essa história de ficar fazendo hiper correção de algo que é inevitável numa língua natural.

Dicas importantes para escrever um Romance de sucesso.




“Todo o drama e todo o romance precisa de:
Uma ou duas damas.
Um pai.
Dois ou três filhos, de dezenove a trinta anos.
Um criado velho.
Um monstro, encarregado de fazer as maldades.
Vários tratantes, e algumas pessoas capazes para intermédios.
Ora bem; vai-se aos figurinos franceses de Dumas, de Eug. Sue, de Vítor Hugo, e recorta a gente, de cada um deles, as figuras que precisa, gruda-as sobre uma folha de papel da cor da moda, verde, pardo, azul — como fazem as raparigas inglesas aos seus álbuns e scrapbooks, forma com elas os grupos e situações que lhe parece; não importa que sejam mais ou menos disparatados. Depois vai-se às crônicas, tiram-se um pouco de nomes e de palavrões velhos; com os nomes crismam-se os figurões, com os palavrões iluminaram...(estilo de pintor pintamonos). E aqui está como nós fazemos a nossa literatura original.”

    Podem pensar que essa é uma crítica à literatura do final do século XX, mas não, ela foi escrita no livro Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett em 1846... Eh, Manolo... Nesse livro Garrett despeja toda sua revolta com o que fizeram com o movimento literário que ele introduziu em Portugal. Se você acha que tem gente fazendo literatura de forma fácil apenas copiando o tema de um livro já consagrado e mudando apenas os nomes, isso ocorre desde quando o mundo é mundo. Garrett critica veementemente essa maneira fácil de escrita; antes do trecho citado acima ele diz:

“Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião vou te explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura. Já não me importa guardar segredo; depois desta desgraça não me importa já nada. Saberás pois, ó leitor, como nós outros fazemos o que te fazemos ler.
Trata-se de um romance, de um drama — cuidas que vamos estudar a história, a natureza, os monumentos, as pinturas, os sepulcros, os edifícios, as memórias da época? Não seja pateta, senhor leitor, nem cuide que nós o somos. Desenhar caracteres e situações do vivo na natureza, colori-los das cores verdadeiras da história... isso é trabalho difícil, longo, delicado, exige um estudo, um talento, e sobretudo um tato!...”

    Chamar o leitor de pateta, expor como se “dava Ctrl+C e Ctrl+V” para vender livros, coisa impensável nos dias de hoje. Garrett criticou os “macetes” inseridos no estilo literário que ele trouxe da Inglaterra. Se você reclama de livros com títulos que fascinam, mas o conteúdo é "água com açúcar" fique sabendo que essa Literatura de Consumo vem desde o século XIX com livros de viagens, romances de bolso, etc.
   Muitos escritores dessa época tinham que escrever constantemente, pois os direitos autorais eram vendidos e o escritor não recebia pela quantidade de livros vendidos e sim pela quantidade de títulos publicados. Se você acha um livro ruim, pare e leia outro, se o outro também for ruim, comece outro até encontrar um que realmente desperte o interesse na leitura.

Obrigado e boa leitura.

Perdigão perdeu a pena - Poemas Alheios



Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.


Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.


Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.



Luís de Camões

Palavra Acesa - Poemas Alheios

Palavra Acesa

Quinteto Violado

Se o que nos consome fosse apenas fome
Cantaria o pão
Como o que sugere a fome
Para quem come
Como o que sugere a fala
Para quem cala
Como que sugere a tinta
Para quem pinta
Como que sugere a cama
Para quem ama
Palavra quando acesa
Não queima em vão
Deixa uma beleza posta em seu carvão
E se não lhe atinge como uma espada
Peço não me condene oh minha amada
Pois as palavras foram pra ti amada
Pra ti amada
Oh! pra ti amada
Palavra quando acesa
Não queima em vão
Deixa uma beleza posta em seu carvão
E se não lhe atinge como uma espada
Peço não me condene oh minha amada
Pois as palavras foram pra ti amada
Pra ti amada
Oh, pra ti amada
Pra ti amada

Entrevista de Paulo Coelho para o programa Roda Viva em 1990 e 1994

Um dos maiores escritores brasileiros, imortal da ABL, mesmo sob muitas críticas a seu trabalho tem maior reconhecimento fora do Brasil do que em sua terra natal.


Como entender de uma vez por todas a Sinonímia?

    Lembram do que eu falei sobre Homonímia? Então agora vamos falar das palavras que são diferentes com sentido igual, ou é o que todos esperam que sejam. O homônimo é totalmente diferente do sinônimo, já que senso e censo são coisas totalmente diferentes. Como eu estou repetindo várias vezes, o sinônimo ocorre com palavras do tipo periódico e jornal, lanterna e luminária, trabalho e emprego, translação e revolução, etc.
    Como disse na parte sobre Significado, aqui corremos o risco de dar uma ênfase desproporcional por causa de um sinônimo mal empregado. "Periódico" é uma palavra usada para se referir ao jornal que compramos nas bancas, mas a palavra periódico se refere a algo que tem periodicidade, logo pode ser aplicado ao "caderno" que compramos diariamente ou a um determinado evento que ocorre com certa frequência; lanterna e luminária são utilizados para clarear um determinado local, mas a imagem-acústica de um é diferente da do outro, temos em nossa mente um determinado formato físico para lanternas e um outro formato para luminárias. Trabalho e emprego têm tantas possibilidades de aplicação quer seja na Física, quer seja na Linguagem, elas são aplicáveis em algumas situações com mais ou menos prestígio; ora se alguém te disser: "tenho um trabalho pra você" a primeira impressão será que o serviço (taí outro sinônimo) terá pouca duração, mas ao dizer: "tenho um emprego pra você" a expectativa é de um labor (taí outro sinônimo) com duração maior.
    Translação e Revolução têm uma particularidade que merece um parágrafo inteiro. Em astronomia, o nome dado ao movimento dos astros é Revolução, nome dado por Copérnico em "Da Revolução das Orbes Celestes", mas no uso comum o movimento dos planetas ficou sob a tutela da translação e as manifestações de um dado grupo a uma causa coube à revolução. Então se alguém que não tem intimidade com astronomia ler "a revolução de Plutão é a maior já vista pelo homem", vai pensar que o planeta se rebelou de uma forma muito estranha.
    Para os estudantes de Letras acho que já estão acostumados com esses termos, mas pra você que está no ensino médio ou fundamental e quer impressionar sua professora, há dois grupos de sinônimos: Hipônimos e Hiperônimos. Hipônimo é o sinônimo mais específico e o Hiperônimo é o mais amplo; como exemplo teríamos a palavra casa, residência é seu hiperônimo, mas residência é hipônimo de lar. O fato de casa, residência e lar serem sinônimas temos nelas uma ampliação gradativa, pois um aopartamento também pode ser uma residência e um país pode ser seu lar.
    O cuidado que se deve ter ao utilizar sinônimos é justamente a questão dos hipônimos e hiperônimos. Se tomarmos as palavras serviço, trabalho, emprego, labuta e atividade podemos pensar que ambas podem ser empregadas de forma aleatória, mas quanto mais nos afastamos de serviço em direção a labuta, mais durativa e genérica é a ação. Podem haver níveis entre os sinônimos e até quase igualdade em determiinados casos, mas serviço é uma coisa e trabalho é outra. Na página do Como Fazer uma Redação você vai encontrar uma lista muito útil sobre os sinônimos perigosos.
    Utilizar sinônimos é bom para o texto de caráter argumentativo como é o caso de redações de ENEM, concursos públicos, etc. Cuide para que não esteja escrito potencial pensando em provável e interpretado como possível. Espero que tenha ajudado, comentem na nossa página do facebook, twitter, e-mail, sinal de fumaça, etc.

Obrigado e boa leitura.

Clóvis de Barros Filho no Programa do Jô - 27/09/2013

Professor "muito maluco" falando de coisas "muito malucas", essa sequência de vídeos pode ser utilizada como motivacional, como o que você quiser, mas não há uma sandice se quer!

"¿Qué es la Filosofía?" Aula sucinta que resume muito esta ciência importantíssima.

Principais problemas em Linguística sobre a Linguagem

Este post é baseado no vídeo listado no final desta publicação, mas o mesmo está em espanhol e por esse motivo estarei adaptando para o Português.

Quando um cientista decide estudar a água, há medições, processos que são cabíveis a todas as pesquisas e processos específicos para esse objeto chamado "Água". O linguista por sua vez tem um objeto de estudo que é iguala os métodos e processos de estudo do mesmo. "Mas como assim, Paulo?" Pensemos um pouco, o físico que vai estudar a água usa vidros, papéis, escalas, uma série de elementos que não são água; quando um linguista estuda uma dada palavra ele usa palavras para determinar as características de seu objeto. Enquanto o físico está preocupado com a água enquanto objeto, o linguista se preocupa com a palavra água como objeto e não com a água em si.
Só aí já é um problema que puxa outro, mas um problema é que a palavra de melhor denota ação é Ação, mas não há ação na mesma, atribuímos ação ao verbo que é com efeito a ação de um dado sujeito, digamos assim.
Outro problema é exposto com o seguinte sistema:

I - Toda regra tem uma exceção.
II - (I) é uma regra.
III - (I) tem uma exceção.
IV - Pelo menos uma regra não tem exceção.

Ou seja, uma dada afirmação pode ser contestada se a Interpretação de Texto não for feita de forma criteriosa e o que era certo pode passar a ser duvidoso.

Outro problema é aceitar que num dado momento da história humana inventamos a Linguagem, surgiu a necessidade de comunicação e vamos então inventar a linguagem. É de comum senso dizermos que a linguagem já é nossa como as partes físicas de nosso corpo. Não temos ouvido para ouvir, ouvimos por ter ouvidos.
O maior, digamos assim, é o Significado. Este problemas dos semanticistas é o que mais gera problemas para compreensão de mundo. Quando se diz que "algo" significa "isto", já é um problema e dos mais sérios. Bokuwa em português não significa absolutamente nada, mas fish significa, foneticamente, a primeira pessoa do pretérito perfeito do indicativo do verbo fazer. "Paulo, fish é peixe!!" Mas a pronúncia é [fix] e em português [fix] se escreve "fiz". O que fish tem que bokuwa não tem é proximidade quer seja na sonoridade, seja na escrita como o caso de sobre que em português e espanhol tem grafia, pronúncia e "aplicação numa frase".
Mantendo-nos no português, o vídeo abaixo trata do espanhol, o que é determinar o significado de uma palavra? O quê significa Cachorro? O que une o cachorro e o objeto que chamamos de cachorro? Como um homem pode ser chamado de cachorro se as características são diferentes? Ou são iguais?
Se dissermos que a ordem das letras influencia, como teríamos então significado para avó e outro para ova se a tonicidade recai sobre as mesmas letras?
Tiveram a brilhante ideia de dizer que o que une a palavra cachorro e o animal cachorro era o significado, ainda não são os Espaços Mentais de Fauconnier, teríamos então que o animal denominado cachorro tem uma série de atributos que a palavra cachorro abarca todos esses atributos. Vamos aceitar, por enquanto, que isso seja verdade. Mas se Papai Noel não existe (pois é, quem compra seus brinquedos são os seus pais, tios, avós, etc... modo destruição de infância: ON) como existe significado para Papai Noel? Não me refiro os termos isolados, me refiro ao chunking Papai Noel. A Lógica admite que só há verdade para o que existe no mundo real, logo, Papai Noel, Batman, Aquaman (is sucks), não deveriam ter significado por não existirem no mundo real.
Voltando ao Cachorro, quais as características que o objeto tem?
- Animal; - Quadrúpede; - Mamífero; - Doméstico; - etc...
Mas uma criança aprende significado de cachorro antes de "animal", "quadrúpede" e assim por diante. Logo teríamos que ter uma enciclopédia em nossa cabeça para sabermos o que é um cachorro, porque teríamos que saber o que significa cada atributo do mesmo. Coisa impossível!
Como pode ser que Ram e Sheep se refira ao mesmo animal? O Carneiro em inglês quando vivo é chamado sheep e quando abatido é ram, apenas (como se isso fosse pouco) o estado é diferente. Podemos então acreditar que o significado é inato, já está embutido em nós como respiramos sem que pensemos "acho que vou respirar só daqui a duas semanas". Pode ser confuso, mas uma criança fala dog, outra diz perro, outra diz kelev, etc, mas todas tem o mesmo objeto em mente. Mas o caso de Apartamento é mais complexo do que cachorro, pois o animal "sempre existiu" e o prédio não; há quem diga que todos os significados estão em stand by e ao se mostrarem a nós o significado é desperto (não gosto muito dessa ideia, mas tem quem goste).
Alguns mais radicais dizem que não existe significado, que o que chamamos de significado é uma ilusão como as asas de um beija-flor que só possui duas, mas vemos várias. Bom... se alguém disser ram num contexto que sheep é necessário, muito se especula sobre o domínio do idioma inglês, quando dizem: "não tenta traduzir português pra ... que não é a mesma coisa!" é porque não é a mesma coisa.
Fauconnier trabalha a mesclagem de significados para determinar o de um terceiro objeto. Uma esposa que é chamada de anjo tem tal nome por ter como características relevantes algumas que ligam essa pessoa ao ser celestial.
Espero ter ajudado a complicar essa questão das problemáticas da Linguística e espero que vejam o vídeo abaixo.

Obrigado e boa leitura.

Problemas temporários pessoais...

Como o título diz, estou passando alguns problemas que estão me afastando das publicações regulares; peço desculpas por tal, mas assim que sanados voltaremos a publicar regularmente.

Entrevista com o Linguísta Ataliba T. de Castilho no Programa do Jô

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