O que é Agente da Passiva?

Antes de falar propriamente do Agente da Passiva, vamos rever alguns pontos importantes sobre a estrutura de uma frase. Em língua portuguesa a ordem natural é Sujeito + Verbo + Objeto Direto + Objeto Indireto + Adjuntos. Essa ordem não é fixa, por isso usamos vírgulas para marcar deslocamentos, por exemplo. A Voz Ativa é a que segue esse padrão, “alguém faz alguma coisa a outra pessoa num determinado momento/de uma certa maneira/etc...”

O que é Adjunto Adverbial?

No latim ad quer dizer junto, então o Adjunto Adverbial seria o “junto junto junto do verbo”, ou seja, é uma palavra ou expressão que fica perto do Verbo, mas é totalmente diferente de Complemento Verbal. Usado para indicar uma circunstância dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc. O adjunto adverbial pode atuar modificador do sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio.

Sufixo "-aço"


As palavras derivadas com o sufixo "-aço"podem representar significados variados, podem indicar aumentativo; referencia a um golpe, intensidade, ação; denotam melhorativo e pejorativo. Por vezes não levamos em conta que alguns desses significados não estão presentes no sufixo latino (-aceum) que deu origem ao -aço no português. Assim, não se discute como esses valores passaram a ser assumidos pelo referido afixo.

Como escrever errado em português?

Con tãtas gramaticas e tontos saitis de como escrevê coreto, u qui é escrevê erradu? Si vossê, acha que esce testo esta erradu, é sinal do qual  eu estou escrevendu dinferente do que voscê ta acostumado a le. Serta veis, mim disseram que portugueis, é a lingua mais dificil, do mundo. passei no enscino fundamental e no medio e fiquei acreditando de que era tudo verdade, sabe essa coisa de ficar falando e escrevendo errado poderia me custar o emprego e uma vida melho; Ai cheguei na facudade e já no primero periodo as coisas mudou de figura,

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett?


João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 4 de fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptdo Douro (Vila Nova de Gaia)]], pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra.

O que é Adjunto Adnominal?

No latim ad quer dizer junto, então o Adjunto Adnominal seria o “junto junto junto do nome”, ou seja, é uma palavra ou expressão que fica perto do Nome (substantivos, adjetivos, etc.). Diferente do Complemento Nominal, ele não complementa nada, ele DETERMINA a palavra ou expressão. São adjuntos os adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos.

O que é Complemento Nominal?

Como o próprio nome já diz, complementa o sentido de um Nome. Entendem-se como Nome os substantivos, os adjetivos e os advérbios, SEMPRE por meio de preposição, diferente do Adjunto Adnominal.

O que é Vocativo?

Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração, não é nem sujeito nem predicado nem nada. Só serve para chamar alguém.

O que é Aposto?

Aposto é um termo dito acessório por MODIFICAR substantivos ou pronomes para explicá-los ou especificá-los com informações “desnecessárias” do ponto de vista sintático, mas por vezes vitais na semântica.

O que é Complemento Verbal?



O próprio nome já diz complementos de verbos, sendo assim completam o sentido dos verbos. Normalmente se ligam ao verbo sem nenhuma preposição, mas por vezes aparece uma ou outra... O Complemento Verbal que necessita de preposição é chamado de Objeto Indireto (“tio” Rocha Lima não é muito a favor de chamar o resto de Objeto Indireto, mas...). Quando a preposição não é necessária, o complemento verbal é chamado de Objeto Direto, mas cuidado, tem um cara chamado objeto direto preposicionado.

O que é Predicado?

Predicado é tudo o que se diz sobre o Sujeito. Sendo assim, a ação desempenhada ou sofrida, ou a experiência do sujeito é o Predicado.

(01) A casa.
(02) O bosque.
(03) Maria.

As frases acima não são orações por não atenderem ao quesito básico de conter ao menos um verbo. Para que haja completude de significado, é necessária a presença de verbos, adjuntos e complementos. O predicado pode ter três naturezas:
Predicado Verbal;
Predicado Nominal;
Predicado Verbo-nominal.

Para que se possa classificar uma oração como Predicado Verbal, atentemos para as seguintes características:

I – Ter um verbo como núcleo;
II – Não possuir predicativo do sujeito;
III – Indicar ação.
Exemplos:
(04) A menina bateu a porta.
(05) Joana comeu todo o macarrão.
(06) Os homens trabalham durante o dia e dormem à noite.

O que chamamos de Predicado Nominal é caracterizado por:

I – Ter um Nome (substantivo ou adjetivo) como núcleo;
II – Verbo de ligação mais predicativo do sujeito;
III – Indicar estado ou qualidade atribuído a um sujeito.
Exemplos:
(07) Pedrinho é muito arteiro.
(08) Estas moças são muito bonitas.
(09) Eles são ricos.

Para não esquecer!!!!!
O Predicativo do Sujeito é aquele que CARACTERIZA o Sujeito quando há verbo de ligação entre eles, segue um:
A – Adjetivo ou locução adjetiva:
(10) Jeanne é jovem. (jovem= adjetivo)
(11) Este arroz está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)
B – Substantivo ou palavra substantivada:
(12) Este quadro parece um cachimbo. (cachimbo = substantivo)
(13) Crescer é um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado)
C – Pronome Substantivo:
(14) Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)
D – Numeral:
(15) Eles são seis ao todo. (seis = numeral)

O Predicado Verbo-nominal apresenta as seguintes características:

I – Possui dois núcleos: um verbo e um nome;
II – Possui predicativo do sujeito ou do objeto;
III – Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade.

Exemplo:

(16) Os meninos saíram de casa satisfeitos.

Estrutura do Predicado Verbo-Nominal

O predicado verbo-nominal pode ser formado por:

Verbo Intransitivo + Predicativo do Sujeito

(17) Laura saiu contente.

Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto

(18) A despedida deixou a mãe         aflita.

Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Sujeito

(19) Os candidatos cantaram emocionados aquela canção.


O que é Sujeito?

O Sujeito é um dos termos essenciais da oração, é aquele que realiza ou sofrer uma ação ou estado. Chamado em Linguística de Argumento Externo, todos os processos expostos no Predicado se referem a ele.
Em português, o sujeito é marcado no verbo por meio de desinências número-pessoais e pronomes pessoais do caso reto. Como o verbo se refere aos processos do sujeito, há concordância de número e pessoa.
Para os verbos que denotam ação, frequentemente o sujeito da voz ativa é o Agente, ser que pratica a ação, o da voz passiva é o Paciente, aquele que sofre as consequências de uma ação. Exemplos de sujeitos:

(01) João comprou uma casa. (Agente – o sujeito efetuou uma ação de compra)
(02) A água molhou a todos. (Fonte – semelhante ao agente; a água efetuou uma ação, mas não há controle da ação; a Fonte não tem o domínio da ação como o Agente o tem)
(03) Maria caiu da escada. (Tema – sempre que houver mudança de lugar, de posse, de estado, em frases que descrevem situações dinâmicas)
(04) Crianças gostam de sorvete. (Experienciador – não há nenhuma ação sendo executada, mas ainda assim continua sendo sujeito, que experimenta uma sensação de ordem psicológica ou sensorial)

O sujeito pode ser identificado como simples, composto, indeterminado, elíptico (oculto), e inexistente (oração sem sujeito).

Sujeito Simples – Possui apenas um núcleo substantivo (nome ou pronome).  A quantidade de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples:
(05) Margarida comprou um vestido e uma saia.
(06) A pequena casa ficava ao sul.

Sujeito Composto – É aquele que apresenta mais de um núcleo, dois ou mais substantivos. 
(07) Ana e Rute venderam tudo no sábado.
(08) Pedro, Thiago e João estavam num barquinho.

Sujeito indeterminado - É quando não se identifica o agente, quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento.
Obs.: quatro dicas para identificar um sujeito indeterminado:
Verbo na 3ª pessoa do plural:
(09) Falaram de você. [quem falou?]
Verbo Transitivo Indireto:
(10) Precisa-se de funcionários. [quem precisa?]
Verbo Intransitivo:
(11) Come-se muito bem naquele restaurante. [quem come?]
Verbo de ligação:
(12) Nem sempre se é feliz nessa vida. [quem é feliz?]

Sujeito oculto (desinencial, implícito, subentendido ou elíptico) – Na situação em que o sujeito não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

(13) Fechei a gaveta. [Quem fechou? – Eu.]
(14) Come toda a comida! [Quem deve comer? – Tu.]

Dizer Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o Sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. O termo Sujeito Oculto caiu em desuso, já que se pode determiná-lo através das desinências número-pessoais, e assim indicar o sujeito.

Orações sem sujeito, sujeito inexistente – Há verbos que não admitem sujeito. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo nos seguintes casos:

Todos os fenômenos meteorológicos (trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar, ventar); Verbo com sentido de existir (ter e haver); Verbos que indicam tempo (ser, fazer, haver, estar, ir e passar – indicando tempo). 

(15) Choveu muito ontem.
(16) Neva no sul do país.
(17) Anoitece tarde no verão.
(18) Ventou bastante ontem à noite.
(19) Ainda há amigos.
(20) Não haverá aulas amanhã.
(21) Está quente esta noite.
(22) Faz dez anos que não o vejo.
(23) É tarde.
(24) Era uma vez.

Rui Barbosa de Oliveira

Nasceu em Salvador, BA, em 5 de novembro de 1849, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 10 de março de 1923.
Advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, e escolheu Evaristo da Veiga como patrono da cadeira 10. Foi presidente da ABL de 1908 a 1919.

Principais obras:
  • Visita à Terra Natal
  • Figuras Brasileiras
  • Contra o Militarismo
  • Correspondencia de Ruy
  • Mocidade e Estilo
  • Castro Alves: Elogio do Poeta pelos Escravos, 1881
  • O Papa e o Concílio, 1877
  • O Anno Político de 1887
  • Relatório do Ministro da Fazenda, 1891
  • Finanças e Políticas da República: Discursos e Escritos,1893
  • Os Atos Inconstitucionais do Congresso e do Executivo ante a Justiça Federal, 1893
  • Conferência. Londres: Eyre and Spottiswoode Ltda, 1917
  • Oswaldo Cruz, 1917
  • Oração aos Moços, 1920

Joaquim Matoso Câmara Júnior

Nascido a 13 de abril de 1904, tendo falecido também no Rio de Janeiro, a 4 de fevereiro de 1970.

Conhecido como pioneiro do ensino regular e ininterrupto de linguística no Brasil, fundador da Associação Brasileira de Linguística. Em 1942, Mattoso Câmara publicou o primeiro compêndio de linguística geral em língua portuguesa, Princípios de Linguística Geral. Como publicação póstuma, temos Estrutura da língua portuguesa (1970), História da Lingüística (1975) e História e estrutura da língua portuguesa (1975), obras excessiais para todo estudante de Letras no Brasil.







Como se usa Crase?

Eis que chagamos a um assunto muito chato em ortografia. A Crase.
Crase vem do grego krasis que significa fusão, contração. Poder-se-ia dizer que há crase de “e”, “i”, “p”, mas a esse tipo de “fusão” damos outra classificação. O problema está posto quando a preposição “a” deve ou não receber o acento grave ( ` ) para indicar a crase. Note-se que a expressão à la carte é francesa e o à equivale à nossa preposição “a”. Abaixo temos alguns exemplos de como é formada a crase:

(1)
a. Vou a a praia.
b. Vou à praia.

(2)
a. Cheguei a a casa de meus pais.
b. Cheguei à casa de meus pais.

(3)
a. Encaminhei a carta a a presidência.
b. Encaminhei a carta à presidência.

Nos três casos, o termo que vem depois da crase é feminino definido. Outra característica é que os três verbos têm o “a” como preposição base. Quem vai, vai de algum lugar a outro, quem chega, chega de algum lugar a outro e quem encaminha, encaminha algo a alguém.
Essa preposição se junta com o artigo definido (o/a/os/as) e deveria ficar assim:

(4)
* Vou aa praia.

(5)
* Cheguei aa casa de meus pais.

(6)
* Encaminhei a carta aa presidência.

Por terem grafia igual, há fusão e marcação como ocorre em (1b), (2b) e (3b).

Com palavras masculinas NÃO se usa crase. Dessa forma, a preposição “a” se combina com o artigo definido masculino (singular ou plural), mas não com o indefinido.

(7)
Vou ao aeroporto.

(8)
Cheguei ao meu limite.

(9)
Encaminhei a carta a todos.

(10)
Viajou a um lugar desconhecido.

Quando temos um pronome demonstrativo, a coisa começa a ficar um pouquinho complicada. Pronomes “aquilo”, “aquele”, “aquela”, “aqueles” e “aquelas” não se separam da preposição e o acento grave recai sobre o primeiro “a” e não se escreve a preposição.

(11)
Darei o livro àquele que responder corretamente.

Em situações em que temos a preposição “até”, podemos ter ou não a marcação da crase por conta do “até”, nesse caso é facultativo o uso, lembrando que com o acento grave temos crase, e sem o acento temos apenas o artigo definido. Nomes próprios e pronomes possessivos femininos também têm uso facultativo da crase.

(12)
a. Vou até a barreira. (preposição “até” + artigo “a”)
b. Vou até à barreira. (locução prepositiva “até a” + artigo “a”)

(13)
a. Indaguei à Joana.
(preposição + artigo)
b. Indaguei a Joana.
(preposição sem artigo)

(14)
a. Falei à sua mãe do problema.
(preposição + artigo)
b. Falei a sua mãe do problema.
(preposição sem artigo)

Tem que ter crase...

Quando se dá indicação pontual do número de horas.

(15)
Às dez horas chegaremos.

Nas expressões do tipo à moda de e à maneira de  mesmo que parte da expressão (moda de) esteja implícita.

(16)
Pinta à (moda de) DaVincci.

Advérbios femininos de tempo, de modo, de lugar...


(17)
Chegaram à noite.
(expressão adverbial feminina de tempo)

(18)
Caminhava às pressas.
(expressão adverbial feminina de modo)

(19)
Ando à procura de meus livros.
(aqui, ando tem sentido de costumo, expressão adverbial feminina de fim; se tiver sentido de andar não há crase)

A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da pessoa, se não vier determinada por um adjunto adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase.
Por outro lado, se vier determinada por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase. A palavra terra, no sentido de chão firme, no sentido de oposição a mar ou ar, não sendo determinada, não se aceita o artigo, e não ocorre a crase. Mas se for determinada, aceita o artigo e ocorre crase.

(20)
a. Volte a casa cedo.
(preposição sem artigo)
b. Volte à casa dos seus pais.
(preposição + artigo)

(21)
a. Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo)
b. Já chegaram à terra dos antepassados.
(preposição + artigo)

Espero ter ajudado com mais essa dica. Qualquer outra dúvida sobre o assunto, sugestões ou críticas, basta deixar um comentário aqui ou nas redes sociais.

Obrigado e boa leitura!

Biblioteca da Universidade de Uppsala

Região: Suécia
Localização: Uppsala
Créditos: Cecilia Larsson Lantz / imagebank.sweden.se

A mais antiga universidade na Escandinávia, fundada em 1477 destaca-se nas áreas da investigação e ensino superior. Oito dos seus professores e investigadores foram galardoados com o Prêmio Nobel e no total quinze pessoas, que de alguma forma estão relacionadas com a universidade, também receberam o prêmio.

O que é Paródia?

Por definição, é uma releitura cômica de uma composição literária, filmes ou músicas, sendo portanto, uma imitação que possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. É semelhante à obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes.
Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, a fim de desconstruir ou reconstruir um texto. A paródia surge a partir de uma nova interpretação, da recriação de uma obra já existente e, em geral, consagrada. Seu objetivo é adaptar a obra original a um novo contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o sucesso da obra original para passar um pouco de alegria. A paródia pode ter intertextualidade.
Aparece como importante elemento no modernismo brasileiro e na Poesia marginal da chamada "Geração mimeógrafo".

Original:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)

A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
Temos "palmares" representando o Quilombo dos Palmares, a expressão do nacionalismo crítico do movimento modernista brasileiro da vertente "Pau-Brasil".

Na música temos aqui um exemplo em que jovens nos anos 1960-70 pediam por melhorias nas eleições e protestavam veladamente contra a ditadura; uma das músicas que representam esse período é Roda Viva e o grupo Comédia MTV fez uma paródia muito criativa.

Original


Paródia


Já no cinema temos o famoso Top Gang Ases Muito Loucos (Hot Shot) que remete a Top Gun.

Original


Paródia

Segundo a lei brasileira sobre direitos autorais, lei 9.610/98 Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.

Fontes:
Diário de uma diretora
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Obrigado e boa leitura.

Avram Noam Chomsky


Avram Noam Chomsky é um linguista, filósofo e ativista político norte-americano, professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Nascimento: 7 de dezembro de 1928

Principais Obras:

Linguística:

(1951). Morphophonemics of Modern Hebrew (Master's thesis). University of Pennsylvania.
(Sep 1953). "Systems of Syntactic Analysis". The Journal of Symbolic Logic 18 (3): 242–256. doi:10.2307/2267409.
(Jan 1955). "Logical Syntax and Semantics: Their Linguistic Relevance". Language 31 (1): 36–45. doi:10.2307/410891.
(1955). Logical Structure of Linguistic Theory. (A typescript Chomsky wrote in preparation for his PhD thesis, including hand-written notes made in preparation for the 1975 book, is available as a 436 MiB, 919 page PDF.[dead link])
(2000). New Horizons in the Study of Language and Mind.
(2000). The Architecture of Language (Mukherji, et al., eds.).
(2001). On Nature and Language (Adriana Belletti and Luigi Rizzi, ed.).
(2012) with James McGilvray. The Science of Language. Cambridge University Press. ISBN 978-1-107-60240-3.

Política:

(1967) "The Responsibility of Intellectuals"
(1969) Perspectives on Vietnam [microform]
(1969) American Power and the New Mandarins New York: Pantheon. ISBN 978-0-14-021126-9
(1971) At War with Asia. New York: Pantheon. ISBN 978-0-00-632654-0
(2005) Imperial Ambitions: Conversations on the Post-9/11 World. Metropolitan Books. (Part of the American Empire Project). ISBN 0-8050-7967-X
(2005) A Hated Political Enemy: Allen Bell interviews Noam Chomsky (with Allen Bell). Victoria, BC: Flask. ISBN 978-0-9736853-0-5
(2006) Failed States: The Abuse of Power and the Assault on Democracy. Metropolitan Books. ISBN 0-8050-7912-2. ISBN 0-241-14323-3
(2013) Power Systems: Conversations on Global Democratic Uprisings and the New Challenges to U.S. Empire. Metropolitan Books. ISBN 9780805096156
(2013) Nuclear War and Environmental Catastrophe. New York: Seven Stories Press. ISBN 9781609804541
(2013) On Anarchism. New Press. ISBN 978-1595589101

(2013) with Andre Vltchek. On Western Terrorism: From Hiroshima to Drone Warfare. Pluto Press. ISBN 9780745333878

Fonte: Wikipedia

Gilles Fauconnier


Nascimento: 19 de agosto de 1944, França
Principais Obras:
The Way We Think: Conceptual Blending and the Mind's Hidden Complexities (with Mark Turner) (2003)
Amalgama Concettuale (with Mark Turner)
Mappings in Thought and Language (1997)
Mental spaces: Aspects of meaning construction in natural language (1994)

William Labov


Nos anos 1960, começou uma série de investigações sobre a variação linguística – investigações que revolucionaram a compreensão de como os falantes utilizam sua língua e que acabaram por resolver o paradoxo de Saussure.

Nascimento: 4 de dezembro de 1927, Rutherford, New Jersey, EUA

Principais Obras: The Study of Nonstandard English (1969), Language in the Inner City: Studies in Black English Vernacular (1972), Sociolinguistic Patterns (1972), Principles of Linguistic Change (vol.I Internal Factors, 1994; vol.II Social Factors, 2001, vol.III Cognitive and Cultural factors, 2010), and, together with Sharon Ash and Charles Boberg, The Atlas of North American English (2006).

Barroco, a estética da dualidade | Literatura | Mande Bem no Enem

Professora Clenir Bellezi de Oliveira - Literatura
Aula: Barroco, a estética da dualidade

Participe do Mande Bem no ENEM.
Um curso totalmente gratuito que ensina como o ENEM pergunta.
Acesse: http://www.mandebemnoenem.com

Quando é Conotação ou Denotação?

 
Aí vem aquela pergunta: Isso tem sentido Denotativo ou Conotativo? Mas você sabe o que é conotação e denotação? Denotação é o que chamamos “significado de verdade”.

(1)
- O que é braço?
- Ora, o braço é uma parte do corpo humano, membro superior.

Tomando esse exemplo, temos que a palavra em questão é uma coisa sem dupla interpretação.

(2)
- O que é “braço direito”?
- Depende... pode ser o braço, que é parte do corpo humano, membro superior, que fica no lado direito, ou, pessoa de alta confiança de outrem.

Diante dessa segunda situação, temos que o termo “braço direito” pode assumir dois significados.

(3)
O braço de mar estende-se por vários metros.

Agora temos uma frase em que o termo destacado não tem nada a ver com a parte do corpo, ao contrário, é um trecho de mar que avança terra adentro.

Nos dicionários, de boa qualidade, a primeira referência à entrada é no âmbito denotativo e, em alguns casos, seguido de seu sentido conotativo.

No dicionário Aulete, temos o seguinte resultado para “Cabeça”:

1. Anat. Parte superior do corpo humano e superior ou anterior do corpo de outros animais vertebrados, e que contém o cérebro e os órgãos da visão, audição, olfato e paladar. [Aum.: cabeção, cabeçorra.]

2. Anat. Zool. Parte onde ger. ficam os olhos e a boca no corpo dos invertebrados.

3. Pop. Crânio

4. Pop. Cabelos, couro cabeludo: Lava a cabeça todos os dias

5. Anat. Nome dado às extremidades arredondadas, ou mais largas, de algumas partes do organismo, tais como as de certos ossos (cabeça do fêmur).

6. Fig. Capacidade de raciocinar ou de criar no pensamento; INTELIGÊNCIA: Use a cabeça para encontrar uma solução

7. Fig. Capacidade para decidir, para escolher corretamente, sensatamente; BOM-SENSO; JUÍZO: Fica nervoso e perde a cabeça.

8. Fig. Lembrança, memória: Aquela cena não lhe sai da cabeça.

 [...]

Ver mais em Cabeça.

Temos em 1, 2 e 5 uma resposta mais imediatista, sem possibilidade de duplo sentido nem alteração da significação básica da palavra, mas em 6, 7, e 8 temos um “desvirtuamento” do sentido original e temos assim um uso conotativo.
Normalmente expressões populares e gírias estão em sentido conotativo, por vezes a literatura também toma a conotação como recurso para impactar de forma diversa o leitor. Expressões do tipo:
Pé no saco.
Minhoca na cabeça.
(fulano é um) Coxinha.
Água com açúcar.

Não são tomadas ao pé da letra e por isso todas têm sentido conotativo. O problema é quando uma frase diz:

(4)
João quebrou a cara quando chegou ao trabalho.

(5)
Ele é um doente.

(6)
Estou com o pé na lama.

Há expressões que têm sentido literal e sentido figurado a depender do contexto. Muito cuidado ao escrever textos que não podem causar ambiguidade, redação de concurso, texto jornalístico, memorandos etc.

Espero ter ajudado com mais esse texto.

Obrigado e boa leitura!

"Ao invés de" ou "em vez de", qual o correto?


 
Em vez de ficar com dúvida, leia este artigo.Vamos tratar de um tema bem complicado em língua portuguesa. Qual o correto, "ao invés de" ou "em vez de"? Antes de responder, precisamos atentar para alguns detalhes dessas expressões:

1) Os núcleos SEMPRE são cercados por preposição. O termo "invés" tem "a+artigo definido masculino singular" e preposição "de", antes e depois, respectivamente; o termo "vez" é antecedido de "em" sem possibilidade de contração com o artigo definido e a preposição "de", respectivamente.

2) "Invés" veio do latim inversum que gerou "inverso" e "invés", sendo assim, pode-se dizer que essa expressão só pode ser usada quando se dá a ideia de oposição entre as duas situações.

Ex.:
  • Ao invés disso, quero aquilo.
  • Ao invés de ficar em casa, ele viajou de ônibus.

3) "Vez" é entendido como vez mesmo, no lugar de, ao invés de... opa! Como assim? Assim... "Em vez de" é usado nas situações em que se pode substituí-lo por "no lugar de", "ao invés de", ao contrário de".

Ex.:
  • Em vez de comprar um bolo, comprei dois.
  • Em vez disso, aquilo. 
  • Comeremos bolo, em vez de salgadinhos.
  • Em vez de sair de carro, é melhor a bicicleta.

4) Todo "ao invés de" pode ser substituído por "em vez de", mas NENHUM "em vez de" troca de lugar com "ao invés de". Justamente por ter a mesma característica do "ao invés de", o "em vez de" pode ser utilizado com maior frequência, já o "ao invés de" só pode ser usado em situações de oposição.

5) "Ao envés de" é um erro de ortografia, logo, NUNCA ESCREVA ASSIM!!!!!!!!!

Dito tudo isso, as duas formas estão corretas, apenas cada qual tem um determinado momento para ser utilizada.

Espero ter ajudado. Obrigado e boa leitura.

Postagens populares